quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

TÁ SAMBANDO

Já comentei várias vezes sobre roupas apertadas. É triste quando a gente vai engordando e elas vão encolhendo. Não sei, basta comer um monte de doce e a roupa encolhe, mesmo se ficar apenas pendurada no cabide. Acho que é por raiva que elas encolhem.
Ah, mas quando a gente se comporta na alimentação e no exercício, aí vem o clímax, sobre o qual nunca falei: roupa larga!
No meu caso, a roupa cresce primeiro nas coxas. Eu toda hora ponho a mão no tecido extra, apalpo. Parece que é para ter certeza de que a roupa cresceu mesmo, que eu não estou sonhando.
E quando é nos braços! Uma blusa que não abotoava e volta a abotoar... coisa deliciosa, parece mentira.
Quer ver uma pessoa feliz, é uma gordinha em processo de emagrecimento levar uma calça para apertar. Aí a costureira examina, examina, e diz, com ar muito contrito:
- Não dá para ajustar. Está larga demais.
A quase ex-gordinha fica sem a calça, mais sai de lá voando de alegria.
Não cheguei a levar à costureira, mas perdi uma calça assim. Calça bonita, comprei na GAP, no fim do ano passado. Não vou contar o número. Segundo Sílvia, minha psicóloga, colocar meu peso ali em cima já é um avanço muito grande. Revelar o número da roupa ainda não consigo.
Bem, estou felicíssima, porque a calça não serve mais, não dá para apertar aquele tanto. Que delícia que é uma roupa sambando no corpo. Na verdade, nem sei onde anda essa calçona. Enfiei em algum lugar. Não quero me encontrar nunca mais com ela.
E tem outras, mais recentes, que também já estão começando a sambar. Acho que o carnaval do ano que vem já começou aqui em casa. Tá tudo sambando.
Ainda falta muitas roupas sambarem na cintura. Elas que me aguardem.
Ah! tirei os últimos três pontos. Fiquei livre de uma das gazes. IUPIIIIII!!!!!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

81,3 - BUROCRACIA

Estou gostando desse negócio de informar o peso só uma vez por semana. Eu continuo me pesando todos os dias, não consigo perder o costume. Mas a referência é o da quarta-feira. E foi bom num sentido que eu não esperava. Quando eu colocava o peso todos os dias, o que eu comia num dia não tinha influência direta no dia seguinte e, como já escrevi antes, até hoje não sei quanto tempo a comida leva da boca à balança. Mas, sabendo que a quarta-feira virá, com o resultado acumulado de vários dias, tenho mais facilidade para cuidar da alimentação de cada dia.
Ainda não voltei a fazer exercícios. Apesar de já ter mais de um mês da cirurgia, ainda estou com uns pontinhos abertos, e não custa nada esperar um pouco mais. Hoje eu quase fui caminhar. Mas não consegui elaborar a estratégia (eu tenho estr.....). Sérgio fala que minhas rotinas de beleza são muito cheias de burocracia. Não tenho como discordar.
No momento presente, as burocracias são antes ou depois da caminhada? Vou suar muito. E os pontinhos ainda abertos? Ai, quantas dúvidas.
O negócio anda meio complicado. Eu me levanto e vou começar as providências. Abro meu sutiã-armadura que me acompanha 24 horas por dia, e lá vai: nos pontos que o médico deve tirar amanhã, coloco uma compressa de gaze com um óleo (uma maravilha: aparece em quase todas as roupas); nos dois lugares pequenos que estão abertos, mais gaze, com pomada; aí, o clímax: as tiras de silicone em todos os lugares onde cortou (isso é UM SACO!). Bem, agora, trancar a armadura com tudo isso lá dentro, sem sair do lugar. Tenta aí, depois me conta. Acho que o melhor é fazer tudo isso depois da caminhada, depois do banho. Mas ainda estou preocupada com o lugar que levou os três pontos extras. Não custa esperar mais uns dias.
Pensa que acabou, Bloguinho? Nada disso.
De noite, depois do banho, fico livre das tiras de silicone. Maior adianto. Mas, onde elas estavam, passo uma pomadinha. E as gazes são exatamente como de manhã. Não achei que ia dar tanto trabalho.
Pensa que estou reclamando, Bloguinho? Nada disso! Estou achando o máximo! Eu gosto de burocracias para cuidar de mim. Lembra do dia em que te contei do banho poderoso?
Amanhã devo tirar os últimos pontos, e fazer nova sessão de carboxiterapia nas pálpebras. Melhor que isso, só dois isso!
Ah, e ainda não te contei que vou viajar. Não se preocupe, você vai também. Vamos ao Rio. Acredita que vou assistir um jogo entre Guga e Agassi? Estou empolgadíssima!
E tem casamento na sexta-feira. Primeira maquiagem dos meus olhinhos... E vou cortar o cabelo. Quem sabe radicalizo e corto bem curtinho? Não sei. Vou pensar. Depois informo, mas estou mais inclinada em deixar um chanelzinho básico. AMO!!!!! Como é bom pensar em coisas boas...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

RECOMPENSAS

Desde que comecei a tentar emagrecer, venho criando estratégias (por acaso já falei que tenho estratégia para quase tudo na vida? kkkkkk) para me incentivar, sendo você, Bloguinho, uma das mais eficientes.
Algumas fracassaram porque surgiram antes que eu estivesse realmente pronta para agir, outras porque jamais funcionaram, em nenhum momento da história, com nenhuma pessoa viva ou morta. Vou contar algumas.
Comprei aquele aparelho do Polishop que fica dando uns choquinhos na barriga. Agora pode rir. Sem maiores comentários.
Como não gosto de bicicleta ergométrica convencional, comprei daquelas de cadeirinha, onde a gente fica sentada. Usei muito, creio que umas dez vezes. Está enfeitando a churrasqueira, com toda sua pompa.
Criei uma tabela no Excel, onde anotava meu peso todos os dias. Anotei durante uns três meses. Até que durou bastante!
Voltei ao Vigilantes do Peso. Paguei seis meses, fui a umas quatro ou cinco reuniões. Acho que não contei aqui, mas já fui instrutora em um programa bem semelhante ao VP. Então, sei de cor aquelas palestras, conheço a dieta melhor do que conheço a palma da minha mão.
Bem, eu sempre soube o óbvio: preciso ingerir menos calorias do que gasto por dia. Não existe outra forma de emagrecer. Mas uma pessoa em depressão, sem forças para viver, quanto mais para pensar em dieta e exercício, não consegue colocar em prática coisa tão simples. Por isso, eu ficava procurando saídas fáceis, ou paleativos, em tentativas frustradas de reverter um processo que me deixava cada dia mais angustiada.
Felizmente chegou o dia em que a depressão se foi, eu me coloquei em pé de novo e comecei a fazer o que funciona. Criei mais uma estratégia (ah, tenho estratégias...). Um presente para mim mesma a cada dois ou três quilos. Nada muito especial, apenas uma recompensa. Meu primeiro pensamento: uma caixa de Ferrero Rocher!!!!! Isso seria muito bom. Emagreço um quilo, como uma caixa de bombom, engordo de novo. Emagreço, outra caixa, e, assim, eu passaria o resto da vida gorda, emagrecendo um quilo e engordando de novo. Mas que recompensa eu poderia me dar? Eu não conseguia descobrir. Sapato? Roupa? Isso eu compro quando estou com vontade, não ia ser especial.
Eu tive uma ideia que foi excelente para mim (não sei se adiantaria com outras pessoas). A cada quilo que emagreço, eu compro alguma coisa que vou usar na academia! Top, calça, camiseta, casaquinho, garrafinha nova, bolsa, etc, etc, etc. Sempre um objeto que vai me lembrar, lá na academia, que a coisa está funcionando. Com isso, a vitória passou a incentivar mais vitória.
Para mim, uma das maiores dificuldades é me manter animada. O processo de emagrecer muitos quilos é longo. Há fases de desânimo. Inclusive, a ideia de que não há um fim pode ser desalentadora. Não há fim porque, quando atingir um peso que me satisfaça, se eu parar de cuidar do corpo, vou engordar de novo. Então, é para a vida toda.
Mas a opção de vitória gerar incentivo para mais vitória é excelente. Depois, eu posso estabelecer recompensas, digamos, mensais, para me manter no peso certo. Taí, Bloguinho, você acabou de me dar uma ideia excelente. Ainda não tinha pensado nisso. Você é o máximo!
 
Euzinha, no meu peso ideial...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

81,5 - PROCURE A SAÍDA DE EMERGÊNCIA MAIS PRÓXIMA!

Viu, Bloguinho, o peso desta semana? Que sucesso, né?
Ontem à noite, antes de ver tal número animador na Cicinha (só vi hoje de manhã), fui do meu quarto à cozinha, fazer um lanchinho light. Tinha a melhor das intenções. Pão integral light, um pouquinho de patê de peito de peru. Tudo bem planejado.
Enquanto me encaminhava para a despensa para pegar o pão, algo terrível pulou em meu caminho. Interceptou minha passagem. Bloqueou todas as rotas de fuga.
Parecia aquele boneco de marshmallow que cresce no final de Caçadores de Fantasmas. Foi inchando, inchando cada vez mais. Não teve jeito, peguei uma colher e o ataquei com todas as forças.
Mas, interessante, bastaram duas investidas, não muito fortes, e ele perdeu o poder. ISSO me alegrou. Não é comum ele perder o poder com tanta velocidade. Sinal de que MEUS poderes estão cada dia maiores.
Ele nada mais é do que o brigadeiro de colher que a Flá fez ontem à noite. Eu não sabia que ela tinha feito e, quando fui lanchar, me deparei com aquela tentação máxima à minha espera. Fiquei tão feliz, porque não comi muito. Só um pouquinho já me satisfez, fui embora sem vontade de comer mais.
É muito engraçada essa impressão que tenho de que a comida cresce, ou grita comigo, me chamando. Uma vez aconteceu com uma caixa de bombons que gritava meu nome. No tempo em que a depressão era forte, latas de leite condensado ou potes de Nutella ocupavam todos os espaços vazios da casa, não diminuiam enquanto eu não os atacava. Hoje, graças a Deus, eles ficam do tamanho deles mesmos, fechadinhos na despensa. Só não consegui vencer ainda o doce de leite. Ele tem a voz maviosa como das sereias, me atrai com seu canto. Acabo me afogando...
Mas hoje estou feliz. Meu peso baixou, não acabei com o brigadeiro, só comi um pouquinho (e, mais importante: não senti vontade de comer mais), meu filhinho está completando 30 anos!
O mês de dezembro começa bem...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

FOTOGRAFIA FATÍDICA

Ontem eu falei na Débora. Como eu, ela luta para não engordar. Viajamos para a Disney no ano passado, para comemorar o aniversário do papai. Toda nossa família é apaixonada pela Disney. Quem nos ensinou isso foi o papai. Bem, tiramos uma foto. Quando eu vi, pensei:
- Caramba, todo mundo ficou tão bem! Eu estou imensa de gorda.
Débora viu a mesma foto e falou:
- Caramba, eu estou muito gorda! A partir de agora estou de regime!
Eu comentei com ela que não tinha reparado nela. E ela também não tinha me visto. Isso me fez pensar muito. Na verdade, o tema tem sido recorrente, inclusive aqui no blog: a imagem que fazemos de nós mesmos.
Vou dar um exemplo claro. Quando vi a foto abaixo, eu achei que estava muito gorda. Hoje eu não acredito que me achava GORDA!!!!!
Na terapia, temos tratado muito desse assunto. Nosso físico é de um jeito. Ao olhar no espelho, nem sempre vemos o que realmente é. E, na mente, fazemos uma outra imagem. Coisa complicada... Não pretendo discorrer sobre o tema, mesmo porque não tenho conhecimento técnico suficiente para tal. Conto apenas o que acontece comigo.
Preocupada com excesso de peso, vontade de emagrecer, falta de energia para malhar diariamente, compulsão alimentar e outras mazelas mais, preciso, acima de tudo, ser feliz.
Foi difícil, para mim, conseguir aceitar o peso excessivo, encarar a realidade, e começar a agir para mudar o que não está me agradando. O caminho é longo, mas eu sempre acho que o passo mais importante é o primeiro. E esse eu já dei.
Mas, acima de tudo, descobri que a felicidade não está ligada ao peso. Não depende do tamanho da roupa que eu compro. Nunca seremos totalmente felizes neste mundo. Sempre haverá alguma coisa nos incomodando. O excesso de peso é apenas uma das possibilidades. E, para ser bem sincera, preciso admitir que, embora me incomode tanto, de todas as dificuldade que uma pessoa podem enfrentar, essa é das menores.
Tá bom, vou confessar: hoje eu não me acho feia. As gordurinhas estão aqui, mas eu estou bem bonitinha. Não sou linda, mas também não sou feia. Eu me visto bem, cuido do cabelo, das unhas, etc, etc, e fico bem bonita. O segredo é que sou feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MULHERES!

Nós, mulheres, somos engraçadíssimas.
Uma das características que mais me intriga é nossa relação com a cirurgia plástica. Temos medo. Queremos. Somos fascinadas. Nos empolgamos.
Em um grupo de amigas, basta uma dizer:
- Joaninha vai fazer plástica.
Todas começam a falar ao mesmo tempo:
- Onde?
- Lipo?
- Quem é o médico?
- Ai, eu não tenho coragem.
- Tenho coragem, não tenho dinheiro.
- Mas ela vai fazer no rosto? Precisava era na barriga.
- Como você ficou sabendo?
- Quanto vai custar?
- Tem UTI no hospital ou é em clínica?
- Ai, ela é doida!
- Ela devia aproveitar e pôs silicone nos seios.
E por aí vamos nós. Vaidosas, curiosas, animadas, com inveja...
Há dois grupos: quem já fez alguma cirurgia e quem nunca fez.
Eu fui promovida ao primeiro grupo. Promovida porque temos coragem, porque parecemos um pouquinho mais novas, porque nos sentimos o máximo, mesmo não sendo.
Somos, as dos dois grupos, vaidosas mesmo. Queremos ser sempre bonitas. É difícil ver as rugas, as gorduras localizadas. E, sabendo que existe um jeito de resolver o problema, ai, que vontade que dá.
Já comentei em outro post que entendi que a cirurgia plástica pode se tornar um vício. Com os seios no lugar, passei a fixar os olhos no abdômen, que não está à altura dos ditos. E, no rosto... Com as pálpebras no lugar, as bochechas parecem mais caídas. Sei que não caíram, eu é que olhava para as pálpebras, não para elas. E o pescoço... Bem, eu acho que vou mexer nessas coisas, sim. O abdômen eu posso tratar na academia, mas o rosto e o pescoço não dá.
E aí, vai acontecer:
- A Cláudia vai ser operada de novo?
- Vai fazer o quê?
- Ah, mas ela devia...
- Quem é o médico?
etc., etc., etc.
Tudo isso me veio à mente por causa da Débora, irmã da minha cunhada Renata. Uma amiga da Débora é esposa do médico que me operou, e que havia operado a Renata antes. Ele comentou com a esposa que eu tinha estado no consultório dele. Muito ético, não contou o que eu tinha ido fazer. A esposa ligou para Débora. As duas, mortas de curiosidade, foram perguntar para a Renata o que seria. Renata deu as informações, mas não sabia das pálpebras. Assim que soube, transmitiu as novas informações. Foi uma agitação engraçada, uma troca de notícias digna da CNN. Eu tive que rir! É assim que somos.
Acho que uma palavra nos resume: somos DIVERTIDAS!

sábado, 27 de novembro de 2010

OI, AMIGA!!!!!

Apesar de um roxão e de doer, meu joelho vai reagindo bem!
Mas não é isso que me traz aqui hoje. Reencontrei uma amiga e estou radiante!
Nos tornamos amigas há algum tempo, mas conjunturas desta vida nos afastaram uma da outra: minhas medidas aumentaram e ela continuou do mesmo tamanho.
A coitada ficou escondida entre suas semelhantes, em meu armário. Esqueci-me dela por completo. Coitada, desprezo total.
Isso era o que ela pensava. Eu estava doida para poder dar umas voltas com ela. E foi hoje! Coube direitinho. De verdade, não fiquei espremida dentro dela, não.
Só quem já engordou rapidamente e ficou sem roupa que lhe coubesse sabe como é grande a alegria de voltar a caber em uma calça jeans sem stretch que repousou durante dois anos no guarda-roupa.
Eu nunca pensei que chegaria a engordar 25kg, de modo que fui deixando de lado minhas roupas que não serviam mais, certa de que logo voltariam a servir. Quando me dei conta do que tinha acontecido, peguei as prediletas e guardei longe dos olhos. Ficaram poucas nos cabides. O pior foi que chegou o dia em que NADA servia. Aí precisei comprar umas coisas enormes que, felizmente, já abandonei. Quando emagrecer mais uns 5kg, vou pegar as guardadas e fazer uma inspeção, para ver o que fica guardado, o que já pode voltar ao cabide e o que vai ser doado.
Bem, já digitei muito, estou sentindo um pouquinho de dor, então vou parar por aqui. Beijo, Bloguinho. Estou muito feliz, matando saudade da minha amiga.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

82,6 - COMO DESTRUIR UM JOELHO

Estou feliz com o número que a Cicinha me mostrou hoje, já que estou sem fazer exercício nenhum.
Sou muito dengosa. Enquanto tem alguma coisinha me incomodando eu fico quieta no meu canto, não tenho ânimo. Mas vai passar.
Na verdade, hoje eu estava mais animada. Estava, do verbo não estou mais.
Depois do almoço, fui até a sala de visitas. Para os cachorrinhos não ficarem aprontando por lá, pusemos uma cerquinha na passagem do corredor para a sala de jantar. Assim, essa parte da casa fica fora do alcance deles, que controlam todo o restante.
Passei uma perna por cima da cerquinha, mas tropecei nela com o outro pé. Caí com todos os 82,6kg em cima do meu joelho esquerdo. Em seguida, bati o quadril e o cotovelo. Graças a Deus (de verdade, não é só força de expressão) não houve qualquer problema com a cirurgia. Nem ao menos encostei os seios no chão. Mas o meu joelho, Bloguinho, está em petição de miséria. Estou na cama, desde o ocorrido, com gelo o tempo todo. Espero que isso não atrase ainda mais minha volta à academia. Estou com medo de amanhecer com muita dor e precisar ir ao médico para imobilizar.
Ai, ai!!!!! Isso é que eu chamo de avançar rumo à boa forma física: destruir um joelho!
Depois que eu estava no chão, Flá e Dani e a Renata (a empregada) correram para ver o que tinha acontecido, porque eu só falei: "Eu caí"! Primeiro, estava doendo demais, eu só gemia. Depois, a gente começou a pensar como eu ia levantar. Não dava para ajoelhar, o dito doía demais. Elas não podiam me puxar pelos braços por causa da cirurgia. E eu não podia me apoiar nos braços, também por causa da supra-citada. Aí começamos a rir. Levei um tempão para me ligar que podia apoiar no outro joelho. Bem, consegui me colocar na vertical de novo.
Vamos ver amanhã o que vai ser de mim...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

NÃO ME ESQUECI DE VOCÊ!!!!!

Querido Bloguinho,
Por favor, não pense que me esqueci de você, ou que o abandonei!
Não pense, também, que desisti de emagrecer, que parei de pensar nesse assunto. De forma alguma. Meu silêncio se deve ao desconforto para digitar. Agora mesmo, vim aqui para te dizer isso, mas meus bracinhos estão me incomodando. 
Continuo cuidando de mim, apesar de não poder fazer exercícios nesses dias. Estou com medo de engordar um pouquinho, mas, se acontecer, emagreço logo depois. 
Não se preocupe comigo não, viu? Em breve voltarei a dar notícias todos os dias.
Beijos,
Crau.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

FRESCURAS

Amo frescuras com força, com muita força. Uma pessoa me disse, certa vez, que eu nasci para ter muitos luxos. Eu respondi que acredito que todas as pessoas nasceram para ter luxos. Era esse o plano de Deus. Mas o ser humano não sabe viver segundo os planos divinos, então...
Bem, mas vamos às frescuras. Massagens, banhos, cheiros, cremes, gente me paparicando. Ah, tudo isso é maravilhoso.
No dia das mães deste ano, meus filhos me deram de presente um pacote com várias massagens. Uma delas é o ápice a que cheguei nesse campo: primeiro, massagem relaxante com óleo no corpo todo. Depois, um óleo morno fica correndo na testa, e a massagista o puxa para o cabelo, para não ir para o rosto. Com isso, faz uma massagem deliciosa na cabeça e no cabelo. Ah, Bloguinho, acho que é uma sensação semelhante à de chegar ao todo do Everest. Não há nada acima.
Um dos lugares de que mais gosto é o hotel Ouro Minas, em Araxá. O hotel em si é bom, mas as Thermas (assim mesmo, charmosas, com Th) são o que há...
Já fiz vários tratamentos deliciosos lá. O campeão é a massagem com pedras quentes. Só de pensar me dá vontade de ir lá de novo. Eles esfregam a gente com as pedras e vão colocando umas, do tamanho certinho, nas palmas das mãos, nas solas dos pés e, enfim, o máximo dos máximos: uma pedrona quente no bumbum! Nem dá para imaginar o tanto que a gente relaxa com pedrona quente no bumbum. Só experimentando.
Tem o tradicional banho de lama. Da primeira vez, fui meio cabreira. Não aprecio lama, porém, quando em Araxá, faça como os "araxaenses". Banho de lama nela. A lama não é LAMA. É uma coisa preta, meio oleosa, com perfumes. Eles põem a gente numa banheira com esse negócio. Você quase desmaia de tão bom que é. Depois, uma chuveirada e mais não sei quanto tempo em uma banheira com água morna. Depois, descansar numa cama cheia de cobertores. Como assim, descansar? Descansar do melhor descanso do mundo? Mas eles falam assim mesmo: descansar. Bem, descansei.
Tem o banho de leite com pétalas de rosa. O fundo da banheira é cheio de furinhos, e fica saindo um monte de bolhinhas de ar. Ai, ai... E o de aveia, a esfoliação, a aromaterapia...
Não sei quanto tempo eu ficaria naquele lugar, repetindo os tratamentos, antes de me cansar.
Faço assim: a gente chega, Sérgio vai para a recepção fazer o check-in e eu já corro para as Thermas, para marcar minhas frescuras. A maior dificuldade é escolher o que NÃO vou fazer.
Sabe aquele negócio de bem-estar? Araxá precisa entrar no circuito se a gente quiser encontrar esse tal de bem-estar. Ah, para quem não gosta de relaxar, o hotel tem todo tipo de esporte que você quiser, de hipismo a piscina, passando por quadras esportivas de toda qualidade.
Aqui entre nós, só frequentei até hoje a piscina e a pista de caminhada. No resto do tempo, THERMAS pra que te quero!
Ah, e não ganhei um centavo sequer para fazer propaganda.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O PRIMEIRO SPA A GENTE NÃO ESQUECE

Amo viajar com o Sérgio. Digo que ele é meu melhor companheiro de viagem. Talvez por isso, sempre adiei a ida a um spa. Não faz o gênero dele.
Em junho do ano passado, porém, eu estava desesperada vendo o peso subir cada vez mais, sem conseguir tomar uma atitude eficiente para reverter o processo. Decidi, então, passar duas semanas em um spa. Não estava segura da minha decisão. Meu tio Amílcar estava muito doente, internado, e eu não queria ficar todo esse tempo longe de Brasília. Sabia, no fundo, que estávamos vivendo os últimos dias dele entre nós.
Na véspera de minha partida para o spa, fui ao hospital visitar meu tio. Não consegui entender uma palavra sequer do que ele tentou me dizer. Saí de lá chorando, cheguei em casa e falei que só queria dormir para esquecer o que tinha visto. Meu lindo tio, um "gatão", estava magrinho, sofrido, doente...
Meu vôo era às 11:00 e, como moro perto do aeroporto, acordei cedo, arrumei a mala, me aprontei e... perdi o avião. Minhas filhas começaram a rir de mim, Sérgio também:
- É, gente desacostumada a viajar é assim mesmo.
No fundo, eu tinha enrolado para sair de casa. Meu coração não estava no spa.
Fomos ao balcão da companhia. Todos os vôos lotados naquele dia. Enquanto Flávia e Daniela me colocavam em lista de espera, meu telefone tocou. Tio Amílcar fora transferido para a UTI. Empaquei. Não queria ir. Sérgio também empacou. Fazia questão que eu fosse. Além de saber que faria bem para mim, queria me afastar de uma situação que, claro, me faria piorar da depressão. Mas não consegui partir. Combinei com ele: vou adiar uma semana. Eu sentia que meu tio não poderia sobreviver uma semana naquelas condições. Ou melhorava, ou falecia.
Liguei para o spa, alterei a reserva e voltamos para casa. Como eu previa, meu tio partiu naquela semana. Sexta-feira, ele se foi. No sábado, dissemos adeus em um culto emocionante de gratidão por aquela vida linda. No domingo, pequei o avião para o spa.
Eu creio que Deus cuida dos detalhes de nossa vida. Tudo se encaixou naquela semana. E, ao chegar ao spa, eu era a única hóspede. Brinquei que tinha personal tudo. Personal recepcionista, cozinheiro, garçom, trainer, nutricionista, médica, camareira, etc, etc. Nesses dias, eles cuidavam de mim e eu chorava minha perda. Enquanto me alimentava bem, me exercitava pela manhã, fazia hidroginástica ao sol, como gosto, eu sentia o bálsamo correndo pelas minhas emoções também. Cuidar do físico diminuía um pouco a dor pela perda.
Enquanto estava lá, outra irmã do papai, tia Mandinha, faleceu em São Paulo. Mas os profissionais naquele lugar cuidavam de mim o tempo todo. Houve um dia em que não consegui me levantar. Dormi o dia todo. Eles levaram as refeições ao meu quarto, telefonaram várias vezes para perguntar se eu queria alguma coisa, ofereceram companhia. Mas eu precisava apenas dormir. E foi o que fiz.
Levei na mala um terninho que não me servia há algum tempo e falei que meu objetivo era voltar para casa com ele. E alcancei meu objetivo. Na verdade, alcancei o objetivo físico, mas o maior benefício que recebi naquele lugar foi a restauração emocional. E, mais uma vez, certifiquei-me de que físico, emocional e espiritual precisam, necessariamente, caminhar de braços dados.
Ah, mas fiquei sozinha poucos dias. Logo chegaram outras hóspedes, e nos divertimos muito juntas. Foi uma experiência inesquecível... A saudade dos tios não passou. Dói ainda lembrar, principalmente, do tio Amílcar, que morava aqui em Brasília também, e sempre esteve muito presente em minha vida. Mas os dias no spa amenizaram o primeiro choque e me deixaram pronta para voltar mais forte para prosseguir.

domingo, 14 de novembro de 2010

DESFILANDO

Minha mãe teve alta hoje! Finalmente pude me encontrar com ela. Também foi a primeira vez que desfilei minhas pálpebras repaginadas.
Ai, que sucesso! Bem, sei que o público era tendencioso, mas, de toda forma, se tivesse ficado ruim eles não iriam elogiar. Ficariam em silêncio. Mas todos gostaram...
Na verdade, o público não era tendencioso, era aquele público que não precisa mentir para me agradar. Aquele que de vez em quando pega pesado e fala umas coisas que a gente não queria ouvir e que precisava ouvir.
Gostei de exibir minhas pálpebras renovadas. Faz um bem para a auto-estima... Ainda não tirei uma foto legal de frente, mas, assim que tirar, vou colocar aqui o antes e depois. Ah, e já falei para o Sérgio que vamos ter que repetir TODAS as nossas viagens, para retirar TODAS as fotos. Vamos começar em dezembro. Rio de Janeiro, para assistir o jogo entre Guga e Agassi. Começo o desfile interurbano/internacional de um jeito bem especial!!!
Ah, e já comecei a atacar a barriga com uns cremes especiais, enquanto ainda não dá para fazer abdominal mais pesado. Ela que me aguarde. Não faz parte de mim, vai ter que sumir.

sábado, 13 de novembro de 2010

FRAGILIDADE

Não sou uma pessoa de muita energia física. Canso-me com facilidade. Na foto acima, por incrível que pareça, eu estava em Nova York, no Top of the World e, em vez de curtir o passeio, a única coisa que desejava era ir até o hotel e tirar uma boa soneca.
O problema é que o Sérgio é o oposto. Para ele, é impensável "desperdiçar tempo" em uma viagem descansando no hotel. Então eu me arrasto no ritmo dele. O preço que pago, só eu sei. Até certo ponto, consigo aproveitar um pouco, depois, viro robô. Vou empurrada por alguma bateria externa.
Interessante é que meu corpo encontra maneiras de dizer que chega. É comum eu ficar doente, ter febre, dor de garganta, gripe e outras doencinhas nada graves, que surgem do nada e desaparecem depois que consigo o descanso de que necessito.
É ruim confundirem fraqueza, ou falta de energia, com preguiça. Cresci achando que eu era preguiçosa, e só recentemente descobri que existe muita gente como eu, com o nível de energia mais baixo do que o da maioria das outras pessoas. 
Na sociedade moderna, bonito é ser estressado, agitado, cheio de atividades. Não há muito lugar para quem prefere ficar em casa, fazer exercícios em ritmo lento, produzir menos por dia, respeitando seus limites. Há discriminação contra nós.
Mas eu posso dizer que tenho conseguido, aos poucos, impor minha posição, e deixar claro que tenho limites físicos, que pretendo respeitar.
Tudo isso me veio à mente hoje. Pela primeira vez saí, depois da cirurgia, para almoçar. Fui ao médico algumas vezes, mas só daqui para o consultório e de lá para cá. Hoje, contudo, fomos a um restaurante. Esperei em pé um tempão, estava lotado, fomos para outro. Almoçamos devagar, conversando. De repente, senti uma fraqueza imensa. Só queria vir embora. Ainda precisávamos pegar os cachorrinhos no Pet Shop. Cheguei em casa simplesmente exausta. Deitei, dormi por mais de duas horas. Acordei porque o Sérgio precisava fazer meus curativos antes de sair.
Eu me recupero devagar. Estou bem, não sinto dor, mas ainda estou sem forças para retomar minhas atividades normais.
Descobri que estar em forma inclui saber respeitar tais limites. Não pretendo, jamais, ser maratonista. Mas pretendo, sim, desenvolver ao máximo meu potencial, em todas as áreas de minha vida.
E, para isso, conto com sua ajuda, Bloguinho!!!!! Espero que, em breve, consiga voltar a me encontrar com você diariamente, como vínhamos fazendo. Nossos encontros me fortalecem.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SUGESTÃO PARA UMA EMENDA CONSTITUCIONAL

Isso mesmo. Acabou a brincadeira. Já se passaram quase duas semanas da cirurgia, estou super bem, retomo hoje a vida séria.
Não sei qual é o meu peso hoje. Esqueci de pisar na Cicinha de manhã. Vou ver se lembro amanhã.
O caso é o seguinte: meu esquema está furado (ai, ai, ai). Eu sempre vou ao banheiro na hora em que me levanto, troco a roupa. Nesse momento, me peso. Como não tenho trocado a roupa, sempre fico com o pijama mesmo, por causa de abotoar na frente, acabo esquecendo de me pesar. Mas vou me esforçar para trazer o numerozinho sofrido amanhã.
Estou super contente com o resultado das duas cirurgias. A do rosto quase nem dá para ver a cicatriz. A dos seios foi mais complicadinha, e ainda incomoda um pouquinho, mas muito pouco quando comparado ao bem que me fez.
É como se eu andasse com dois saquinhos pendurados no pescoço e, de repente, alguém os colasse no lugar certo. Vamos imaginar de outra forma. Pegue duas sacolas de supermercado. Coloque pouca mercadoria em cada uma, amarre as duas e pendure no pescoço (as sacolas para a frente, claro). De repente, alguém muito caridoso vem, pega as compras e coloca em sacolinhas menores, tira o nó de trás do pescoço e prende no peito. Imagina o alívio! Nada pendurado! Tudo grudado! Coladinho no lugar certo!
Toda mulher deveria ter o direito de fazer isso. Acho que vou sugerir uma emenda constitucional neste sentido.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VI MEUS OLHOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uma notinha rápida para te contar, Bloguinho, que hoje, depois de não sei quanto tempo, vi meus "zoinhos". Continuam castanhos.
Voltei a usar as lentes de contato hoje, de modo que pude me afastar do espelho e ensaiar os mais encantadores sorrisos que vou usar daqui em diante. Posso garantir que vou encantar multidões.
Falando sério, enxerguei muito melhor. Realmente, minhas pálpebras estavam chegando aos joelhos. Que tragédia! E eu não percebia.
Uma das tristezas da depressão é nos cegar para a percepção de nós mesmos. Ou, pelo menos, não permitir que enxerguemos as soluções para problemas simples. Ainda bem que a "mardita" se foi.
Há alguns anos, uma revista descreveu os olhos de uma famosa (não lembro qual) como "castanhos mel escuros". Ou seja, esse castanho que todo mundo tem. Mas para a famosa eles precisavam inventar uma expressão poética.
Pois, de agora em diante, declaro e determino que meus olhos passam a ser castanhos mel escuros. Olha eles aí, se esbaladando com pão, queijo e vinho no Chateau de Chenonceau:

sábado, 6 de novembro de 2010

PUXA, ESTICA, ALISA, DIMINUI, AUMENTA

Na última semana, esclareci uma dúvida que me acompanhava há muito tempo: por que muitas pessoas que começam a alterar sua aparência através de cirurgias aparentemente não conseguem mais parar?
Não digo que aconteça com todo mundo, mas é um fato bem comum. O exemplo máximo, claro, é Michael Jackson. Por que ele não parou de alterar o rosto nos anos 80, quando era um belo rapaz? Evidente que o nariz dele ficou bem melhor depois de um certo "trato", assim como o cabelo. Mas o cara não se controlou e virou um verdadeiro ET.
Mas eu entendi o que acontece. Eu tinha duas áreas de meu corpo que me incomodavam muito. Sempre que me aproximava do espelho, as ditas regiões agiam como verdadeiros ímãs, atraindo minha atenção. Depois de tomada a decisão de operar, ficava imaginando qual seria o resultado, que milagres o bisturi realizaria. De toda forma, 90% de meus pensamentos frente ao espelho eram dedicados aos "problemas" e às soluções que se aproximavam.
Hoje, uma semana depois da cirurgia, seria de esperar que eu me olhasse no espelho e ficasse admirando o que foi consertado. Aliás, quero registrar o excelente trabalho que o dr. Humberto realizou. Estou satisfeitíssima com o que ele fez, e olha que ainda estou inchada e com regiões bem roxas. Admiro, sim, mas uma coisa interessante acontece: brotaram, em uma única semana, outros problemas bem sérios no meu corpo. Surgiram do nada... A barriga cresceu de repente e minhas bochechas caíram. Acho que o médico fez isso durante a cirurgia, enquanto eu estava anestesiada. 
Triste essa fixação no que não está do jeito que a gente quer. Não tenho problemas sérios de auto-estima, e sei que não vou começar a me operar todo dia para virar a Vera Fischer de 20 anos atrás. Mas entendo, agora, um pouco mais, o que leva tantas pessoas a dependerem emocionalmente de um cirurgião plástico... Ah, e pode esperar, Bloguinho, daqui a uns dias, quando meus olhos não estiverem mais amarelos e inchados, vou postar fotos de antes e depois. Quanto aos seios, você terá que esperar o dia em que a Playboy publicar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ZERADA!

Ainda incapacitada de digitar muito, recorro a um post que havia preparado antes. Estou com saudade...
Escrevi no dia 29/10, mas publico hoje:
Coisa boa é salão de beleza! A gente entra cabisbaixa, desarrumada, mal ajambrada, e sai poderosíssima! Não sei se a mudança física é tão grande, mas a emocional é tanta que se manifesta em nossa postura.
Recentemente, conheci um rapaz brasileiro, casado, com uma filha pequena, que morava em Las Vegas. Estava contando nos dedos os dias para voltar ao Brasil. Não gostou do "American way of life", no que tem meu total apoio. Passamos um dia juntos, ele era guia de turismo e acompanhou nosso grupo até o Grand Canyon. Houve bastante tempo para conversar e um dos motivos que ele apresentou para voltar ao Brasil foi bem interessante:
- Minha esposa não quer ficar aqui de jeito nenhum (e aí apresentou uma série de motivos. Entre eles:) - pensa bem, no Brasil ela entra em um salão, faz mão, pé, depila, pinta e corta o cabelo, sai de lá zerada! E não deixa lá uma fortuna. Aqui, precisa ver a porcaria que fazem nos pés dela. Nem ao menos tiram cutícula. Ela está doida para ir ao salão de verdade.
Rimos muito do cara, mas eu imaginei se estivesse na situação dela. Também ficaria doida para entrar em um salão e sair zerada! Hoje mesmo fiz isso. Que delícia! Não foi só o mão e pé de toda semana, que, para a moça de Las Vegas, já seria um luxo imenso, mas fiz uma porção de coisas: escova de veludo, sobrancelha, etc, etc. Faz um bem pra auto-estima,,, Além de deixar o cabelo bem bonito, pode ter certeza.
Parece até que a gente emagrece um pouco. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

RIR, RIR MAIS E RIR DE NOVO.

Please, Bloguinho, não reclame a falta do numerozinho ali no título. Resolvi seguir o conselho da minha médica e pesar só uma vez por semana. Será na quarta-feira. Pesar todo dia estava criando certo stress em minha zen pessoa. E eu evito o máximo de stress que é humanamente possível.
Bem, mas hoje preciso te contar uma coisa muito engraçada, que aconteceu na quarta-feira. Sou monitora no curso de Letras da Universidade Metodista-EaD. A sala de aula é bem ampla. A tela para a transmissão direto de São Paulo fica na altura de minha cabeça, mais ou menos. No canto, a mesa dos monitores, com o computador que usamos para participar do chat durante a aula, enviar as dúvidas dos alunos, enfim, fazer a ponte da turma com os professores em São Paulo. Faltavam cerca de dez minutos para o final da aula. Doida para ir embora, resolvi levar logo a chave do cadeado da sala para a secretaria. A aula estava bem interessante, e os alunos com os olhos pregados na tela. Meu sapato tinha o bico fino e a calça, a boca larga.
Fui passando na frente do pessoal, discreta para não chamar a atenção e... quando vi, estava deitada de barriga no chão. Acho que o bico do sapato prendeu na barra da calça. Pelo menos, é o que eu acho. Não vi nada. Os alunos TODOS me cercavam, senti uma dor imensa nos joelhos e pensei duas coisas. A primeira foi: Ainda bem que não foi a Clarice que levou esse tombo (ela sofre com um problema bem complicado nos joelhos e sente bastante dor). Coisa esquisita para se pensar enquanto está deitada no chão, com alunos à sua volta e a chave da sala agarrada na mão.
Mas meu segundo pensamento é que tem a ver com você, Bloguinho. Foi: Se fosse há seis meses, eu não sei como teria me levantado. Juro! No final do ano passado eu não conseguia me levantar quando sentava no chão. Tinha que ficar agachada, e alguém precisava me puxar. Ah, mas agora, que sucesso. Apoiei a mão dolorida no chão e me levantei sozinha!!!!! Ainda não é a agilidade máxima (na verdade, não sou de natureza ágil), mas eu me senti tão feliz por me levantar sem precisar de um guindaste!
Essa é uma daquelas coisas que gente que sempre foi magra não entende, e quem sempre foi gordo também não entende. Você precisa conhecer os dois lados para se dar conta do que é não poder se levantar sem alguém te puxar.
Enfim, amanhã será minha cirurgia. Provavelmente desaparecerei por alguns dias, não sei prever quantos. Ah, mas a gente volta a se encontrar logo, Bloguinho. Não fique triste com a separação, saiba que eu estou muito feliz.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

82,4 - CABELO

Coisa boa é cuidar de cabelo. Pelo menos, eu acho. Daquelas porcarias que citei em outra postagem, grande parte se destina aos fios louros.
Eu queria entender por que a resistência a deixar os danadinhos brancos mesmos, como faziam as mulheres de antigamente. Outro dia, na academia, vi uma mulher muito bonita. Ela nada, tem um bronzeado muito belo. Deve ser uns dez anos mais velha do que eu. O cabelo, muito bem cortado bem curtinho, é quase todo branco. Tão bonita! Linda, mas Deus me livre. Não quero saber de cabelo branco de jeito nenhum.
E o corte? Só uma cabelereira encosta a tesoura em minhas madeixas. Ela faz mágica. Posso chegar ao salão me sentindo um lixo. Enquanto corta o cabelo, ela vai levantando minha moral:
- Seu cabelo é maravilhoso! Ah, se toda cliente tivesse o cabelo assim!
E chama as outras pessoas do salão para me contemplarem. Corta o cabelo e massageia meu ego. Vale por umas três caixas de antidepressivo.
No meio das porcarias, eu tenho hidratante noturno, hidratante ativado pelo calor do secador, creme para usar ao sol, tinta, uns três ou quatro tipos diferentes de shampoo e condicionador... Ai, que delícia!
Marquei a cirurgia para sábado. Depois, um bom tempo sem poder levantar os braços. Que tragédia! Não gosto de lavar a cabeça só no salão, e como lavar e não secar direitinho? Haha, tenho um esquema (você nem imaginava, né, Bloguinho?)!
Amanhã vou fazer ESCOVA DE VELUDO! Já ouviu falar? Não?!?!?!?!?!?!? É uma maravilha. O cabelo fica sedoso, viradinho pra dentro como gosto, brilhante, tudo de bom. Basta lavar e deixar secar. Melhor que escova progressiva e muito. Ainda mais que não tem aquele negócio de ficar três dias sem lavar.
Ih, vou parar aqui!!!!! Tinha esquecido que tenho que pintar o cabelo hoje: amanhã tem a escova de veludo e depois de amanhã a cirurgia. Tem que ser hoje. Bye, Bloguinho, vou cuidar do cabelo. Isso também faz parte da boa forma, viu? Ninguém quer ver mulher desleixada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

82,6 - SÓ FRUTINHA

Cicinha empacou nesse 82,6 e não muda porrrrrrrrr nada. Bem, espero que, quando mudar, vá para baixo. Se pretender ir para cima, que continue aí mesmo.
Tenho uma grande dificuldade em minha alimentação: não me lembro, nunca, de comer fruta.
Sabe aquela história de "na hora em que bater aquela fome, come uma fruta"?
NÃO FUNCIONA!!!!!
Fome de verdade só com alguma coisa com mais "sustança".
Tenho um primo muito engraçado. Bem, tenho muitos primos muito engraçados, mas essa história de fruta me faz lembrar de um específico. Não citarei o nome, para não enfrentar processos depois, mas ele era bem magrinho. Hoje, é bem gordão. Claro que todo mundo implica com ele, que sempre sai com as respostas mais hilárias. Gostamos de realizar encontros da família em BH, e, no sábado, sempre temos um almoço caprichado. Ele, evidentemente, se esbaldou nos salgados. A gente implicava com o tamanho do prato, que, na verdade, nem era tão recheado, mas a brincadeira corria solta. Depois, as sobremesas. Cada uma melhor do que a outra. Café, e a turma foi dispersando. Mas as mulheres foram se reunindo em volta de uma mesa, e ficamos por ali, conversando e rindo. O *** também ficou, ele ama um bom papo (aliás, é uma delícia conversar com ele). Os garçons deixaram as sobremesas para a gente comer mais tarde. De repente, *** pegou um pratinho. Passou por nossa mesa, mostrou o conteúdo e falou:
- Olhem bem: só frutinha! 
Todo tipo de frutas em calda. Doce de banana. Musse de morango... Pensa na gargalhada.
Isso virou um mote para mim. Sempre que vou fazer excessos eu falo:
- Só frutinha!
Mas, falando sério, fruta é um problema para mim. Como aprendi a me alimentar na era do gelo, a gente fazia três refeições, com um pequeniníssimo lanchinho no meio da tarde, só quando não aguentava esperar até a noite. Eu sei que já provaram que isso está errado. Precisamos dividir em pequenas porções durante o dia todo, etc, etc. Sim, sei tudo. Mas simplesmente não me lembro de comer se não estiver com fome. Não tem jeito, não lembro.
E, como já disse, na hora da fome a fruta não resolve. Assim, elas estragam na geladeira. Para amenizar a falta das vitaminas, elas vão para a salada do almoço, para o suco...
Acabei de pensar:
Será que licor de jabuticaba vale como fruta????????? 
Só rindo.
Sei que preciso me educar nesse ponto. Marquei a cirurgia para sábado, então agora não é o melhor momento para iniciar outra empreitada. Mas, depois que me restabelecer, vou pedir sua ajuda, blog, para aprender a comer frutas. Que tal se, além do peso, eu te contar, todos os dias, as frutas que comi? Você me ajuda?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

82,8 - HAJA DINHEIRO!!!!!

Quando vejo uma pessoa bem gordona, sempre penso no dinheirão que ela gasta para manter aquilo tudo. Claro: come muito, paga muito. Mas uma coisa chata é que para emagrecer a gente precisa investir muito mais.
Os produtos diet e light são sempre mais caros. Até certo ponto dá para entender, mas acho, na verdade, que as pessoas os encaixam numa categoria desprezada: supérfluos!
Posso afirmar que, quando a gente está engordando a um ritmo alucinante e não consegue deter o processo, esses produtos não têm nada de supérfluos. Passam a ser essenciais. Por que tudo que pode melhorar a qualidade de vida é considerado luxo? Todas as pessoas deveriam ter acesso a tudo de melhor que há nesse mundo.
Mas emagrecer envolve outros investimentos que não apenas a alimentação. Dificilmente podemos encontrar um exercício mais barato do que a caminhada. E o preço de um bom tênis? Nos EUA: 90 dólares. No Brasil: 500 reais. Tem lógica? Não tem.
Todo mundo sabe que obesos não devem começar a se exercitar sem procurar um médico. Ah, bom, então vou lá no Hospital de Base marcar uma consulta! Só rindo, né? Ou a pessoa tem um bom plano de saúde para fazer um checkup antes de começar a se exercitar, ou então morre no meio da caminhada, porque no SUS vai morrer de qualquer forma.
Bem, digamos que a(o) gordinha(o) conseguiu vencer essas primeiras etapas: conseguiu um dinheirinho para comprar os produtos mais caros, comprou um tênis no cartão, em 10 vezes sem juros, tinha um amigo no hospital que conseguiu um médico legal que ajudou nos exames. Aí, felicidade total: começa a emagrecer! Que maravilha! Um dia, acorda se sentindo o máximo. A Cicinha dela informa que 10kg já foram embora. Então, vamos vestir uma linda roupa e sair arrasando.
Doce ilusão! Nada serve! Tudo largo. O que ontem era uma alegria, hoje é uma tragédia: não tem uma roupa sequer para ir trabalhar. De repente, emagrecer se torna um grande problema: onde encontrar dinheiro para trocar todas as roupas do armário?
Esses comentários podem parecer engraçados, mas há quem desanime por causa do preço a pagar. Não seria maravilhoso se o problema do excesso de peso fosse olhado com mais simpatia? Como gordinha que pode se dar ao luxo de emagrecer, deixo aqui meu manifesto em defesa dos que não podem, financeiramente, enfrentar o desafio. Ah, e digo que o investimento vale a pena! A gente vai se sentir muito melhor no final do túnel. Eu já estive lá...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

OBRIGADA!!!!!

300 amigos visitaram meu blog! Obrigada pela força! Me ajudam a emagrecer e a escrever. Agradeço de todo coração! Beijinhos a cada um. Crau.

82,9 - E SE NÃO CONSEGUIR EMAGRECER?

Hoje eu me perguntei isso: e se a Cicinha nunca mais marcar 64kg? Bem, a coitada nunca marcou. Quando ela chegou aqui, eu já tinha deixado essa marca para trás.
Durante a terapia, comentamos sobre eu ter revelado meu peso aqui no blog. Engraçado, todos falam em perguntar idade, as mulheres mentem ao responder, etc. Mas, com relação ao peso, a barreira é ainda maior! Pouquíssima gente revela seu peso. Temos medo! Somos avaliados na inversa proporção do número de quilos. Quanto maior, menor nosso valor pessoal. Isso nos aprisiona.
Há algum tempo eu venho me libertando da tirania das Cicinhas e ciçonas da vida. Meu valor não está ali. Colocar o que ela me fala bem ali, no título, foi decisão pensada, com o intuito de me livrar dessa opressão.
O que desejo é me sentir bem comigo mesma. Quero gostar do que vejo no espelho, me sentir bonita quando me arrumo para sair. Vestir biquini sem ter vontade de cavar um buraco e me esconder. O interessante é que tudo o que quero está dentro de mim. Na verdade, o número de quilos tem pouca influência nisso.
Preciso confessar que estou MUITO longe desses ideiais e que, claro, para chegar a eles, vou ter que diminuir bastante o meu peso. Mas o que preciso deixar bem claro é que minha jornada terminará no momento em que eu colocar nela um ponto final. Assim que eu me sentir bem eu direi: acabou. Era aqui que eu pretendia chegar.
Foi por isso que não estabeleci um alvo. Estou conhecendo de novo muitos aspectos da minha pessoa. Alguns conheço de novo, outros, pela primeira vez. Ninguém passa cinco anos no vale da sombra da morte sem sair do outro lado muito diferente. Não sei quando me sentirei bem: com 70kg? Com 65? Ou, talvez, com 75? É uma incógnita, que descobrirei aqui, junto com você, blog querido.
Posso dizer que hoje, com 82,9kg, me sinto melhor do que me sentia há alguns anos, quando chegava a 68 e corria para emagrecer. Eu me sentia uma baleia. E, hoje, não me sinto assim. Sei que estou acima do peso, mas sei, também, que sigo um processo que me faz ficar melhor a cada dia.
Eu e eu mesma temos nos relacionado bem, felizmente!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

82,6 - OS ESCONDERIJOS

A dúvida eterna, sobre o tempo que as calorias levam da boca aos quadris permanece firme. Se é que dúvida pode ser firme. Enfim...
Enquanto isso, adquiri várias certezas depois de ter engordado. Uma delas é que a gordura tem capacidade quase ilimitada de se esconder nos lugares mais improváveis. Por exemplo, ninguém fala pra gente que, quando as nádegas engordam, ficam muito mais juntas uma da outra, o que, todos podem imaginar, causa inúmeros desconfortos. A gente só pensa na parte visível que cresce. Bem, evitarei o desconforto de escrever mais sobre isso. A gordura também gosta da parte interna das coxas, que começam a raspar uma na outra incessantemente, com intensidade maior, parece, no verão. Calças e shorts ficam puídos...
Eu não posso usar desodorante. Tenho alergia. Já sei, lá vêm as sugestões: minâncora, leite de rosas, um novo tipo hipoalergênico. Vou poupar o trabalho - já experimentei de tudo. Basta usar o mesmo produto na axila uma semana e começa uma coceira insuportável. Descobri meu esquema (repito: tenho esquema para quase tudo na vida, e, onde não tenho, estou elaborando), que é tomar muitos banhos, manter sempre a região bem depilada e, eventualmente, usar perfume como desodorante. Isso funciona há muito tempo. Quando, porém, a gordura resolveu se alojar na região, o braço ficou muito mais junto do corpo, então, com a ausência de ventilação, o problema do, digamos, cecê, ficou mais sério. Ninguém nunca pensa nisso quando fala em excesso de peso...
E os pés e joelhos? Os coitados passaram a carregar de um lado para o outro, o tempo todo, cinco sacos de arroz! Doíam, reclamavam. Claro, não estavam acostumados com aquilo. Só vendo a alegria deles nos últimos tempos. Chegam a saltitar de alívio, e olha que estamos só no começo!
As duas maiores surpresas terríveis que enfrentei foram especiais.
Não sou muito de usar colares. Quando estava em depressão, então, mal me vestia, quanto mais pensar em colar. Engraçado é que sou super-vaidosa, não saio sem brincos e anéis, mas os colares não são minha praia. Mas gosto de ter o pescoço enfeitadinho, de modo que ponho um cordão de ouro, fininho, e fico com ele durante muito tempo. Bem, durante o período tenebroso, tirei o cordãozinho por algum motivo. Claro que não pus de volta. Um dia, já com o máximo de cobertura, digamos assim, que adquiri, resolvi pôr um cordão. Escolhi um bem lindo e... ele estava apertado no pescoço.
- Uai, esse cordão não era tão apertado, eu acho. Deixa pôr outro... ué, apertado também. Não estou entendendo.
Levei algum tempo para aceitar que MEU PESCOÇO TINHA ENGORDADO!!!!!! Gente, nem imaginava que isso era possível! Que tragédia! Até o pescoço...
Algum tempo depois, resolvi usar um relógio esquecido havia muito... o fim da história é previsível: descobri que pulso engorda também! Isso é deprimente demais. Pulso e pescoço.
A gordura tem essa capacidade de se esconder, e a gente encontra nos momentos mais inoportunos. Mas ela não é onipotente. E digo, com o maior prazer que tanto o cordão quanto o relógio já voltaram ao tamanho normal. Posso usá-los na hora em que bem entender...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

82,6 - OI, AMIGO!!!!! QUE SAUDADE...

Logo cedo, reencontrei um amigo querido, que não via há muito tempo. Estava me vestindo, quando notei uma coisa diferente perto do umbigo. Olhei com mais atenção, e lá estava ele: um músculo abdominal!!!! Que alegria! Até pensei em organizar uma festa de boas-vindas, para ele e, de quebra, para a Dani, que também voltou para casa hoje. Espero que os dois fiquem por aqui. Dani vai até viajar de novo, mas tomara que o músculo nunca mais desapareça, nem mesmo por alguns dias.
Há algum tempo, a Academia Júlio Adnet fez um outdoor muito legal. A foto de um corpo super musculoso, e dizia: "Seu corpo tem x (não lembro o número) músculos. Venha conhecê-los". Eu tinha feito o caminho contrário. Conhecia meus músculos, mas eles sumiram embaixo da gordura... Senti muita saudade deles ao ver aquele outdoor, ainda mais que, na época, não tinha a mínima força para ir malhar.
Uma das coisas de que mais gosto na musculação é ver o corpo ficar definido. Acontece bem rapidamente. A própria pessoa já começa a ver diferenças nos primeiros dias. Como eu comecei a praticar exercício pela caminhada, minhas pernas logo ficaram com os músculos tonificados, mas os braços e o abdômen, outra história... Lembro bem de quando meus bíceps apareceram, logo que comecei a pegar peso! Fiquei encantada, contraía e apertava toda hora, só pelo prazer de sentir aquela coisa firme no meu braço.
Na verdade, nunca fui barriguda. Inclusive depois de gravidez, em menos de 15 dias já estava de volta às minhas calças jeans. Mas eu me via barriguda. Outro dia, vendo umas fotos antigas, encontrei uma que tirei na praia, de canga - o máximo de concessão que fazia. Eu me via muito gorda! Lembro que, quando vi essa foto específica, fiquei brava por ter tirado. E, hoje, percebo como minha barriga e meus braços estavam bem! Músculos bem definidos, tudo "inriba". Mas não era isso que eu via. Não sei se ainda me vejo da forma errada. Não tenho como avaliar.
Ontem, por exemplo, fui renovar meu passaporte. A moça tirou a foto e me mostrou:
- Gostou?
- Meio gorda, né?
- Gorda!?
- É, olha a papada.
- A senhora não é gorda, não tem papada nenhuma.
Era bondade dela? Eu realmente enxerguei uma papada. Está lá mesmo? Será que daqui a 10 anos vou olhar e ver que estava tudo na minha mente? Sei lá! Bom assunto para iniciar a sessão de terapia na próxima sexta-feira...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

82,2 - COMIDA BOA!!!!!!

Assumo: como porque gosto de comer!
Coisa boa é colocar na boca uma comida bem gostosa! Não sou das pessoas que acham o máximo comidinha caseira bem feita. Gosto de pratos bem elaborados, cheio de "frescurinhas". Se minha alimentação dependesse apenas de mim, jamais colocaria bife simples na boca. Só de filé, e com molho bem caprichado por cima.
Minha sorte é gostar muito das saladas bem cheias de frescurinhas também. Salada de camarão é o que há, para mim. 
Ninguém é uma ilha, já disse o filósofo, então eu não como exatamente as comidas de que gosto. Flávia ama carne. Então, aqui em casa tem bife, sim. Mas, se dependesse apenas de mim e da Daniela, só comeríamos frango e peixe. Aprendi a fazer (ou melhor, a mandar fazer) um frango maravilhoso. Fica de molho no leite de coco com curry, depois assa. Aí, engrossa o leite de coco, acrescenta champignon e coloca por cima. Pensa numa coisa gostosa. Bife pra quê? Tanta coisa boa pra fazer com frango e peixe!
Um de meus grandes problemas relacionados à comida é que não gosto de nada pouco. Tudo MUITO. Prefiro não comer de jeito nenhum a comer só um pouquinho. Aquele negócio de diminuir o tamanho das porções até hoje não deu certo comigo. Quem sabe um dia? 
Parece que quando coloco pouquinho na boca não dá para sentir toda a intensidade do sabor. Ai, é difícil ser uma lady...
Outro dia, o Tonho, o caseiro, me perguntou:
- Dona Cláudia, a senhora não gosta, assim, de picadinho com xuxu, cenoura e batatinha?
Coitado, ele não combina com nossas comidas. E não combinamos com as dele.
Eu descobri que é possível comer bem, do jeito que eu gosto, e emagrecer. Não posso descuidar do exercício. E nada de frituras, nem de doces. E vamos que vamos, que atrás vem gente!!!!!!!!
Como dizia a musiquinha que eu cantava com as crianças na igreja:
Comer, comer, pra forte ficar
Correr, brincar, pra forças ganhar... 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

82,3 - A ETERNA DÚVIDA

Acho que a Cicinha está meio louquinha. Hoje eu não merecia número tão baixo, assim como na sexta-feira não merecia um quilo a mais do que hoje. Anyway, espero que o número de hoje seja o correto.
No tempo em que eu estava com o peso sob controle, tinha uma técnica (bem, eu tenho técnica para praticamente tudo nesta vida - sou obsessiva, lembra?). Era o seguinte: durante a semana, alimentação super controlada. Fim de semana, liberdade total.
O interessante desse arranjo é que, com o passar do tempo, a liberdade do fim de semana significava cada vez menos excessos. Eu prefiro uma salada caprichada a qualquer coisa engordurada, a qualquer fritura. Não gosto mais de tortas cheias de creme. Passo mal se comer alguma coisa mais pesada.
Há uns dois anos, eu e Sérgio fomos fazer um Atlético (como boa atleticana, me recuso terminantemente a chamar uma coisa tão maravilhosa de cruzeiro). Eu EMAGRECI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Com tanta salada boa, eu me regalava. Depois, comia das coisas mais engordativas também, mas não tinha muito lugar para elas. O melhor de tudo é que faço isso com prazer, e não me privando do que gostaria de comer. O fato maravilhoso é que gosto mais das saladas...
Ah, e a academia do navio me viu todos os dias. Nada como malhar contemplando o mar e ouvindo minhas músicas prediletas no ipod.
Bem, de volta ao meu não merecimento de hoje. Ontem eu consumi uma fatia de bolo de chocolate que deve ter umas 500.000 calorias. Fomos almoçar no shopping. Comportadíssima, peguei salada e um quiche (ou é umA quiche? não sei e não vou procurar agora). De sobremesa, musse de morango. Já quase no fim do almoço, Cristina propôs:
- Vamos provar o "melhor bolo de chocolate do mundo"?
Tem um quiosque com essa placa. Outro dia eu tinha visto, quase parei, mas desisti. Todo mundo topou, dividimos minha musse e fomos.
Não acho que seja o melhor bolo do mundo, mas é maravilhoso. Camadas de suspiro intercaladas com chocolate. Coisa bem light.
Foi quase a fatia toda. Como se não bastasse, à noite, batata frita e sanduíche McDonald's. Só de digitar meu estômago fica pesado.
Depois de tudo isso, só posso concluir que as calorias ingeridas levam mais de 12 horas para chegar à balança, porque a Cicinha me mostrou um número bem camarada hoje. 
Volto a perguntar ao espaço sideral: 
- Quanto tempo levam as calorias da minha boca à balança?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

83,3 - TÁ DE BRINCADEIRA, NÉ?

Levantei cedo, animada para caminhar antes da terapia. Bem, cedo, no meu caso, é antes das 9:00. De toda forma, fui para o banheiro me sentindo o máximo. Caminhei ontem, depois hoje. UAU!
Tirei a roupa e subi na Cicinha.
- 83,3 - falou ela, impassível.
- Como assim? Não posso ter engordado quase um quilo de ontem para hoje.
- 83,3.
- Vamos lá, Cicinha, manera.
- Não dá. 83,3 e fim de papo.
- Acho que não vou colocar isso no blog.
- Larga de ser covarde. Vai, sim. 83,3.
- Mas, Cicinha...
- 83,3!!!
Não adianta tentar discutir com ela. Não muda de opinião de jeito nenhum.
Coisa chata é esse negócio de aumentar o peso assim, de um dia para o outro. Houve um tempo em que procurava mil explicações, sendo a mais simples "estou inchada". Essa acabou no dia em que a médica me disse que o líquido se acumula em nossas células gordurosas, então, quanto mais gorda, mais incha. Ai, que horror!
Situação complicada é saber que vamos subir na balança e que não nos comportamos lá muito bem nos últimos dias. Antes de pisar na danada, uma última corrida ao banheiro. Usa a roupa mais leve possível. Eu inventei uma tática elaboradíssima: em uma semana em que sabia que tinha emagrecido bem, eu ia de calça jeans para me pesar, assim, na semana seguinte, se não me comportasse, poderia ir com uma roupa leve, e aí pareceria ter emagrecido. Engraçado? É. Mas também desgastante ficar elaborando esquemas como esse. E, no fundo, eu estava sempre me preparando para o fracasso, já que, na semana de sucesso, fazia provisão para a semana do retrocesso.
Uma coisa eu gostaria de saber: quanto tempo leva a comida desde que entra em minha boca até se acomodar confortavelmente à minha volta e se manifestar na balança? Já perguntei a várias pessoas que deveriam ter resposta "científica" e recebi respostas que variam de 12 horas a 15 dias. Ou seja, não dá para saber por que a Cicinha precisou me mostrar 83,3 hoje, sendo que venho me comportando razoavelmente bem desde que comecei o blog.
Engraçado, em uma cena do filme que me inspirou a começar a registrar minha jornada, Julia & Julie, a Julie comenta com o marido que escreve o blog e manda para o vazio, para um espaço onde não sabe se alguém a lê. Tenho a mesma impressão. Há algum retorno, claro. Até hoje, quase 200 acessos, mas, no fundo, jogo meus pensamentos a um vazio. No entanto, há uma catarse. Mesmo que eu fale apenas comigo mesma, o fato de escrever meu peso e comentar alguma coisa no papel digital todos os dias me leva a ter mais consciência de meus atos relacionados à alimentação e ao exercício, principalmente. Assim, tenho, basicamente, me comportado bem nessa área. E, por isso, ainda estou aborrecida com a Cicinha. Eu não merecia isso. Pelo menos, hoje, não. Mas não desanimo. Continuo firme. Ela vai ter que me engolir.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

82,7 - MINHAS PORCARIAS

Certo dia, minha amiga Lenira comentou que, para mim, tudo vira coleção.
Sou bastante obsessiva. Quando gosto de uma coisa, é como a Lenira falou: logo vira coleção.
Decidi cuidar de orquídeas. Bem, tenho um orquidário. Resolvi fazer velas. Comprei todo tipo de material, fiz curso, comprei livros sobre o tema (mais sobre os livros um pouco adiante). Resolvi fazer scrapbooks. Tenho pilhas de adesivos, tesouras, colas. Já falei que, quando morrer, quero levar tudo, então é para enfeitarem meu caixão com as coisas. Vou ter o caixão mais lindo que já se viu (brincadeirnha...). 
Na verdade, falei que vou construir uma pirâmide aqui em casa, para guardar meus tesouros para a posteridade. Felizmente, também sou obsessiva quanto a me livrar de coisas, e, saio distribuindo parte de meus tesouros periodicamente.
Há as paixões mais permanentes. Livros e trabalhos manuais. Tenho quase mil livros (literalmente). Todos devidamente catalogados e dispostos em ordem dentro do armário destinado a eles. Ah, e quanto a eles, sou compulsiva também na hora de comprar. Tenho pilhas de livros que ainda não li. E uma desculpa maravilhosa: o trabalho! Preciso de livros e dicionários para consulta. Maravilha das maravilhas! Uma obsessão justificada pela profissão. 
Outra paixão permanente é o tricô. Acumulo lãs, agulhas, revistas, trabalhos começados, desde que era criança. Agora resolvi fazer cachecois. Modéstia às favas, cada um mais lindo que o outro. E as lãs! Com pompom, cheia de pelinho, com bolotinhas, com paetês. em degradê, com babadinho. Fico alucinada. O que fazer com tanto cachecol? Sei lá - dou, vendo, fico para mim. O que me dá prazer é comprar a lã e fazer. Depois, não sei o que acontece.
Outra obsessão que tenho é cuidar de meu corpo com cremes, esfoliantes, shampoos, hidratantes, e tudo mais que possa existir neste mundo de meu Deus. Daniela me ligou, do Mar Morto:
- Mãe, estou na loja da Ahava! Quer alguma coisa?
- KKKKKKK
- Eu sei. Estou perguntando se quer alguma coisa especial.
- Não. Traga o que seu coração mandar. E não seja tímida, cai matando. Ah, mas tem um esfoliante...
E já lembrei de uma coisa específica, expliquei direitinho. Amo ficar uma eternidade no banheiro, me besuntanto com todo tipo de coisa. Para mim, um banho bem tomado precisa incluir esfoliante no rosto, outro no corpo, outro nos pés e outro nas mão. Depois, sabonetes cremosos específicos para cada parte do corpo. E terminar com um creme em volta dos olhos, outro em volta da boca, outro no resto do rosto e no pescoço, outro no corpo, outro nos pés e outro nas mãos. Ah, e depois de secar o cabelo, serum!!!!! Saio do banheiro poderosíssima. Leva de 40 minutos a uma hora. Limpa meu corpo e minhas emoções por completo.
Essa coisa dos cremes é piada. Uma vez, em Orlando, encontrei uma promoção de cremes da Victoria's Secret. Dez por 30 dólares. Fiquei alucinada. Comprei dois conjuntos da promoção, mais shampoo e outras coisitas. De volta ao hotel, coloquei tudo no meio da roupa suja, como sempre faço, porque no dia de arrumar para voltar para casa só tenho que mexer na outra mala (será que isso é obsessão?). Voltamos ao shopping, esqueci do tanto que já tinha comprado, lá vai outra sacola imensa. No último dia, achei melhor dar uma examinada. Peguei os cremes e espalhei no chão. Caramba! Vou ficar na alfândega! Ninguém vai acreditar que isso tudo é para mim. Minhas companheiras de quarto riam. Clarice entrou, olhou:
- Caramba, até mesmo para você isso está meio demais, né?
No ano passado, fui a Orlando em agosto. Depois, a Nova York em novembro. Ainda tinha (e tenho) Victoria's, de modo que me proibi até de entrar na loja. Mas não tem jeito, eles me encontram. Descobri preciosidades em outros lugares, claro. Meu banheiro tem uma mureta repleta dos meus bálsamos. Em janeiro, Flávia foi para Orlando, a serviço. Fiz uma listinha, que começava assim: PRECISO!!!!! NÃO VOU VIVER SEM... E listei uma série de itens essenciais. 
Meu sobrinho Marcos pegou a lista, leu, deu uma risadinha safada e pediu:
- Tem uma caneta?
Emprestei, ele foi com minha lista e a caneta para a outra ponta da mesa. Ainda aprendendo a escrever, pediu ajuda para a Flávia. Dali a pouco voltou, e me entregou a lista, onde tinha escrito, na parte de baixo da página:
Vai viver sim! FICA COM AS PORCARIAS QUE VOCÊ JÁ TEM!
Ele não sabe que as porcarias são parte importante de minha boa forma!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

82,4 - A HISTÓRIA DE NÓS DOIS

Nem sempre nos demos bem. Na verdade, até hoje nosso relacionamento é bem peculiar.
Na infância, enquanto os amiguinhos se deleitavam com ele, eu preferia um livro e um trabalho manual. Sempre gostei de ficar sozinha e, quando era criança, para me encontrar com ele, teria que me envolver em algum tipo de atividade em grupo. Ainda não eram divulgados os tipos de relacionamentos individuais que conhecemos hoje.
Na escola, éramos obrigados a nos dedicar a ele pelo menos duas vezes por semana. Eu obedecia, não tinha jeito, mas nunca gostei dele.
O tempo passou e, certa semana, quando eu já chegava aos 30 anos, três médicos diferentes me disseram que eu precisava urgentemente dele:
- Você está totalmente sedentária (como assim????? corria todo dia atrás de duas gêmeas com energia similar à da bomba atômica...). Precisa dele, do exercício físico.
Well, não tinha jeito. Foram três médicos. Precisava me reconciliar com meu desafeto da infância. Mas, como? Trabalhava à tarde,depois  buscava as crianças na escola e íamos para casa. Morávamos longe. Chegávamos depois das 19:00. Jamais fui amiga de acordar cedo, então não me propunha a chegar à academia às 6:00 na madrugada.
Tive uma ideia fantástica. Passei a chamar de passeio. Toda manhã, convencia Flávia e Daniela a sentarem no carrinho. Serginho empurrava um, eu, o outro. Assim, eles tomavam sol e eu caminhava. O coitado do Sér começou a fazer caminhadas ainda bem novinho.
Pouco depois, nos mudamos para mais perto do serviço e do colégio das crianças. Eles foram estudar de manhã. Eu os deixava na escola, ia à academia para ginástica localizada e, depois, para o serviço. Mas não surgiu a mínima paixão pelo meu desafeto da infância.
Em 1991, grande mudança na minha vida: larguei meu detestado emprego no Banco do Brasil. Eu e minha prima Zenaide começamos a caminhar no Parque da Cidade, todas as manhãs. Aí eu descobri o charme dele. Foi só em 1991 que ele passou a exercer atração em mim. Foram mais de 10 anos de relacionamento cada vez mais profundo. As caminhadas levaram à musculação e, depois, descobri um grande prazer: jogar tênis. Era péssima, jamais ganhava um jogo, mas ADORAVA jogar.
Em setembro de 2002, longe de ser sedentária, com o peso sob controle, precisei tirar o útero. Foram dois meses até conseguir me recuperar (sou mole com esse tipo de coisa). Em novembro, voltei à academia e ao tênis. Mas sentia dor no braço direito. Achei que era por causa dos dois meses parada. Estava errada, e paguei caro por isso. Era tendinite no ombro. Passei 2003 com dores horríveis no braço, em tratamento intenso. Meu braço ficou paralisado. No início de 2004, estava curada e voltei ao meu amado exercício. Mas, no fim do ano, comecei a sentir dor no braço esquerdo. Agora, já sabia. Comecei logo a tratar, o danado também perdeu os movimentos. No início de 2005, a depressão. Daí em diante eu e ele demos um tempo. Como acontece com os casais humanos, não sabíamos se daria para continuarmos juntos. Foram cinco anos de idas e vindas. Reatávamos, mas logo rompíamos de novo. Sofri com saudade dele.
Só no início deste anos voltamos de verdade. Assim mesmo, nosso relacionamento ainda tem muitos altos e baixos. Passo muitos dias com raiva dele, mas depois sempre acabo me reconciliando. Ele é inabalável. Se eu o procurar, tudo bem, mas jamais veio atrás de mim. Bem, preciso aceitá-lo como ele é...

82,4 - MISS PIG



Eu e minhas irmãzinhas, no Grand Canyon, em julho. Olha bem! Pode falar, eu estou muito semelhante à Miss Pig dos Muppets. Gordinha e toda cor de rosa.
Eu ri quando pensei nisso.
Sempre tomei muito sol, sempre mais do que minhas irmãs. Nas fotos, eu era sempre a menos branquela. Mas descobri que sol não combina com depressão nem com excesso de peso. Abandonei minhas manhãs de sábado na piscina. E eu amo as manhãs de sábados e feriados à beira da piscina, com um bom livro, uma tina de Coca Zero bem gelada, música, boa companhia... Passei tempo demais sem me deliciar com esses momentos.
Ah, mas hoje, lá estava eu. Miss Pig um pouco menor do que na foto (não muito - um pouco), de BIQUINI!!!!! Fiz exercício na piscina, tomei sol, li Comer, rezar, amar, enfim, me esbaldei.
Falei pro sol: "olha eu aqui de volta, amigo!". Garanto que ele ficou feliz.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

82,8 - AUTO-ESTIMA OU ESTIMA EM ALTA?

Estava na academia, na esteira, quando vi a Cida, que viajou no mesmo grupo que eu para Israel e com quem não me encontrava já há algum tempo. Eu vario muito meu horário na academia, de modo que passo até meses sem me encontrar com quem vai sempre num horário marcado, como a Cida. Ela veio conversar comigo. Nem tinha chegado na esteira e já perguntou:
- Você emagreceu bastante, não foi?
Claro que abri o maior sorriso e contei dos 7kg que já mandei pro lixo. Ela se alegrou comigo, conversamos um pouquinho e ela foi embora. E eu me lembrei de um outro encontro, que aconteceu há algum tempo.
Eu malhava em uma outra academia, e, como já comentei antes, sempre converso com os outros frequentadores da academia. Conheci uma mulher da minha idade, que se casou uma semana antes de mim e tinha uma filha da idade do meu filho. Conversávamos bastante em nossos longos 30 minutos diários na esteira. Precisei parar de malhar por causa de um problema complicado no ombro. Fiquei cerca de um ano impossibilitada de mexer meu braço direito. Sentia dores horríveis. O fisioterapeuta me falou para não usar bolsa, numa tentativa de preservar meu ombro. Eu não podia pegar qualquer tipo de peso. Precisava de ajuda para me vestir. Não conseguia abotoar o sutiã. Pensa numa pessoa que se sentia um lixo.
Certo dia, voltando da universidade, decidi fazer uma parada em uma livraria para comprar uns livros de que precisava. Claro que eu tinha engordado um pouco e estava me sentindo péssima: desarrumada, sem bolsa, maquiagem nem pensar... Decidi tomar um sorvete Hagen-Dazz (é assim que escreve?) e sentei com um copo de todo tamanho em um banquinho. Estava ali, horrorosa, gorda (pelo menos era o que eu achava) e, ainda por cima, consumindo umas duas mil calorias, quando vi minha ex-colega de academia. Poderosa, super bem vestida, magra, de salto alto, entrando em uma loja para comprar bijuteria. Se houvesse um buraco no chão, tenho certeza de que teria entrado nele.
Na verdade, acho que já estava num buraco. Auto-estima = zero! Não havia motivo para estar tão desarrumada. Apesar da ausência obrigatória da bolsa, eu poderia ter vestido uma roupa mais arrumada, calçado um sapato bonito. Passado pelo menos um corretivo e rímel no rosto. Não fiz porque não sentia vontade de cuidar de mim mesma.
Descobri, há algum tempo, que ninguém consegue chegar à boa forma física sem auto-estima em alta. Para investir em nós mesmas, precisamos ter um motor que nos leve a desejar aprimorar alguma coisa de que gostamos.
Depois daquele dia, minha auto-estima ainda baixou mais. Acho que ficou abaixo de zero durante muito tempo. Diminuiu proporcionalmente à subida do peso. Chegou um dia em que eu não tinha mais roupa para vestir. Recusava-me a comprar roupas do tamanho em que estava, de modo que não havia o que colocar sobre minha obesa pessoa.
Mas a terapia começou a funcionar, e passei a me ver com bons olhos, mesmo acima do peso. A Cicinha não define quem eu sou, apenas me mostra quantos quilos há no meu corpo. Minha essência não está ali. Percebi que precisa cuidar de mim naquela hora, não dava para esperar emagrecer. Resolvi comprar uma calça jeans. Entrei na Fórum e falei para a vendedora:
- Vou entrar na cabine, e quero que você encontre alguma calça que caiba em mim.
Ela, com a maior boa vontade, trouxe um monte. Nada servia. Quando ela via que eu ia desanimar, repetia:
- Calma, a gente vai encontrar!
E encontramos. Mas eu jamais teria feito isso, caso não tivesse dado um passo no sentido de recuperar a auto-estima elevada. Não adianta tentar forçar uma ação física. Eu já tinha entrado em lojas muitas vezes, e não tinha coragem de pedir calça 46. Simplesmente saía sem experimentar nada. Toda ação física é, necessariamente, reação a impulsos internos. Hoje, sei o que se passa no íntimo de mulheres obesas que pretendem emagrecer para agradar o marido, os filhos, os pais, para ficar bem na foto. Creio que só conseguimos quando o primeiro objetivo é agradar a nós mesmas: EU SEI QUE NÃO SOU FEIA! VOU EMAGRECER PORQUE QUERO GOSTAR DO QUE VEJO NO ESPELHO. AS OUTRAS PESSOAS VÃO VER DEPOIS DE MIM. PRECISO AGRADAR A MIM MESMA.
E viva a alta auto-estima!!!!!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

82,9 - BOA FORMA?!?!

Meu conceito de boa forma vai muito além de peso ideal. Busco muito mais do que apenas um número na Cicinha. Claro, quero muito emagrecer, mas vou muito além.
Já emagreci muitas vezes. Antes de entender que a única forma de manter o peso sob controle era com alimentação equilibrada combinada a exercícios físicos, fiz muitas loucuras. As piores foram a dieta do abacaxi, a da sopa e tomar remédio para emagrecer. Como o mundo não é feito só de abacaxi, nem só de sopa, quando saía da dieta eu caía comendo até os pés da mesa. E, com o remédio, recuperei o peso com mais velocidade do que tinha perdido, e fui além.
Tudo isso, porém, foi antes de eu fazer um tratamento com uma médica que começou a me ensinar a comer direito. O caminho foi longo. Depois dela, vieram Vigilantes do Peso e uma nutricionista que também influenciaram muito meus hábitos alimentares.
Já vivi meio século e os conceitos de bem-estar físico mudaram muito nesse tempo. Na minha adolescência, não se falava em nutrição como ciência. Ninguém sabia da existência desses profissionais. A gente engordava e fazia dieta. Minha mãe sempre foi muito cuidadosa com a alimentação da família, sempre comemos verduras, legumes e frutas. Mas a gente desconhecia muitas coisas. Por exemplo, eu me lembro que, na compra de todo mês, lá vinham 4 sacos de 5kg de açúcar, para uma família de 6 pessoas. Hoje, isso é impensável. Ninguém tinha tendência a engordar, só eu...
Bem, mas, além da alimentação, tem o exercício. Eu era obrigada a fazer "educação física" no colégio. Abominava. Descobri, ao ter a crise mais forte de depressão, que sofria da doença desde a infância, e que a preguiça e o desânimo que sempre senti faziam parte da doença. Porém eu não sabia - nem eu, nem ninguém mais - de modo que sofri a vida toda por causa da maldita educação física. Eu já era casada quando comecei a ouvir falar em exercício associado ao bem-estar. E só verifiquei a veracidade disso quando já tinha três filhos, na década de 90.
A boa forma só é possível, no meu entender, quando nos sentimos bem. A alimentação controlada proporciona bem-estar, o emagrecimento vem como consequência. Quanto ao exercício, a mesma coisa. A motivação precisa ir além de eliminar quilos.
Enfim, quando falo em boa forma, penso, sim, em menos quilos, mas, também, em disposição para realizar as tarefas de todos os dias, sono tranquilo, bom humor, corpo saudável (livre de doenças). Nada do aperto que sempre senti no abdômen, causado pela doença que me acompanhou a vida toda sem que eu soubesse. Boa forma inclui acordar e me levantar da cama, pronta para viver plenamente o dia que começa.
Posso afirmar que estou muito longe de conseguir tudo isso. Mas, também, posso afirmar que procuro, a cada dia, crescer rumo a meu ideal.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

82,9 - DIA AGITADO

Bem que eu escrevi ontem: em certos dias a Cicinha resolve apresentar números maiores, e ninguém a convence do contrário. Sem problemas, depois ela desce de novo.
Saio muito pouco de casa. Mas, contrariando meus costumes, hoje, saí de manhã, almocei na rua e só cheguei de volta no fim da tarde. Até agora não revelei uma coisa importantíssima que está para ocorrer, motivo de minhas andanças: finalmente vou fazer cirurgia para corrigir os estragos do tempo nos seios e nas pálpebras! Estou fazendo os exames.
Sinto muita vontade de "consertar" os seios desde que Flávia e Daniela nasceram, há 25 anos! No entanto, nunca tive coragem de gastar tanto dinheiro comigo. Sempre havia uma coisa com os filhos: aparelhos nos dentes, colégio, bicicleta nova, viagens, festas de aniversário, etc, etc, etc. Tive prazer em fazer cada uma dessas coisas, não sou daquelas mães que se ressentem pelo que gastaram com os filhos. Curti tudo. Só o que gastamos em viagens daria para me consertar inteira e sobraria para consertar mais umas três, mas não troco o que fizemos por nada. Uma vez, Sérgio reservou um dinheiro para a cirurgia, mas a Dani resolveu ir para os EUA, ficar um ano, e meus seios viraram intercâmbio. Sem problema, curti com ela as experiências maravilhosas que ela teve. Mas estou radiante porque, enfim, chegou a minha vez.
Tive uma consulta de manhã e outra à tarde. Pensei que ia sair dos consultórios com tudo resolvido e que poderia fazer a cirurgia na semana que vem. Doce ilusão! Cada um pediu mais um exame, e, pelo menos até dia 19 de outubro, nada de cirurgia. Droga!
No intervalo entre as duas consultas, fui ao shopping. Mais uma vez, verifiquei como a imagem mental que faço de mim mesma difere da real. Devido ao calor, vesti uma camiseta sem mangas e uma calça jeans. Sapatinho bonitinho, combinando com o cinto. Brinco de argola, batom cor de boca, relojão dourado, anel imenso como gosto. Arrumada com apuro! E, na minha mente, a Crau dos 64kg. Toda vez que passava na frente de um espelho, levava um susto com a imagem refletida.
Isso acontece desde que comecei a engordar de verdade. Minha mente não assimilou essa pessoa gorda. Não sou eu. É ruim quando me vejo, eu fico atônita: "Puxa, tinha esquecido que estou deste jeito!". Não gosto disso.
Enquanto eu não conseguia fazer nada para reverter o engordamento, sofria bastante nessas ocasiões. Hoje, não. Vejo, fico aborrecida, mas penso: "estou agindo para resolver o problema". Sei que hoje estou melhor do que na semana passada e que na semana que vem estarei melhor do que hoje. E vamos em frente que atrás vem gente.
Sinto desconforto imenso com o excesso de peso. Nem sei como tenho colocado ali no título, todos os dias, os números que a Cicinha me mostra. Quando a médica me perguntou, hoje, quanto eu pesava, fiquei no peso de ontem: 82,5. Só 400g, acho que ela não vai se aborrecer. Mas EU sei que hoje havia mais 400g. Coisa difícil isso.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

82,2 - CONHECE-TE A TI MESMA

Terceira postagem, terceiro peso descendente. Não é sempre que isso acontece. Vai aumentar, com certeza. Às vezes passa uma semana subindo, mas depois volta a cair.
Aprendi a conhecer meu corpo há muitos anos. Por ter sempre controlado o peso, sei "ouvir" o que o corpo fala. Percebo quando não tem condições de se exercitar, coisa que poucas gordinhas sabem fazer. E, aí, vi muitas ficarem pelo caminho.
Acontece assim: certa manhã, chego à academia e lá está uma gordinha nova. Talvez não naquele dia, mas logo eu acabo em uma esteira ao lado da dela. Não sei ficar sem conversar, então imediatamente começo a receber as informações. Com poucas variações, muito raras: ela resolveu emagrecer, então começou a fazer esteira durante uma hora pela manhã, depois malha e, à noite, faz mais exercício em casa. Tem um objetivo: vai se casar, sair de férias ou coisa semelhante. Está em dieta rigorosa. Não falta à academia um dia sequer. Logo está correndo na esteira. Não dura dois meses. Acabou. Cansou, não aguenta mais, some. Algumas eu volto a encontrar nos shoppings da vida, mais gordas do que antes.
Em minha opinião, falta a essas pessoas uma coisa: reconhecer que ninguém emagrece do dia para a noite e que o corpo da gente, em certos dias, ou até em certas semanas inteiras, não suporta se exercitar. Como não fazem isso e se obrigam na hora da empolgação, nunca conseguem descobrir o prazer no exercício e, quando abandonam, as recordações que têm da academia são péssimas.
Sei direitinho a diferença entre preguiça e fraqueza. A primeira eu venço, mas, quando a segunda aparece, simplesmente espero passar. E sempre passa. Nos mais de 15 anos em que pratiquei exercício todos os dias, mantendo o peso sob controle, passava vários dias sem malhar. Sei que, caso não acontecesse a depressão, nunca teria engordado 25 quilos. Quando eu via que tinha subido cinco eu já tomava providências mais sérias.
Jamais vou além dos limites do meu corpo. Claro que me forço a melhorar, mas há dias em que apenas passeio na esteira, sem aumentar a velocidade. Meu corpo não aguenta. Em outros, posso ir aumentando a velocidade, a sensação é boa.
Não sei se todo esse meu raciocínio vale para pessoas magras, cheias de energia e acostumadas a exercícios pesados. Mas, tenho certeza absoluta de que se aplica a gordinhas e gordinhos que não são, e nunca vão ser, atletas e manequins. E eu sei disso, sem me sentir nem um pingo diminuida. Como sempre digo: sou euzinha, nada mais, nada menos.
Ah, e ontem eu comi bombom!!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

82,4 - A CAIXA DE BOMBONS

Houve tempo em que eu era capaz de devorar meia caixa de bombons Garoto. Só faltava comer a caixa propriamente dita. Mas, o conteúdo, lá ia todo goela abaixo, e depois se aninhava em volta de mim, criando uma generosa camada de gordura.
Luto contra meu peso desde sempre. Nunca fui, nunca serei magra. Tenho pernas grossas, quadris largos. E posso ser bem bonita, se cuidar de mim mesma. O processo, antes da depressão, era sempre o mesmo. Meu peso variava entre 64 e 66kg. Eu relaxava um pouquinho, chegava perto dos 70kg e dava um jeito de emagrecer de novo. Cada ciclo durava 3 ou 4 anos, não tenho muita certeza, mas não era muito rápido, não. Com isso, aprendi a cuidar muito bem da alimentação, a vigiar tudo que como. Após muita briga, deixei de sentir vontade de comer chocolate. Isso é um verdadeiro nirvana: olhar uma vitrine repleta dos melhores chocolates do mundo e não sentir vontade de comer.
Mas não foi sempre assim. Lembro de uma vez, quando estava no Vigilantes do Peso. Sérgio tinha comprado uma caixa de bombons Lacta. Colocou no armário dele, porque se deixasse na cozinha os filhos acabariam com tudo. A caixa foi crescendo. Tomou conta do quarto todo. Eu queria que alguém chegasse para me distrair, mas não adiantava. Só existia a caixa azul cheia de desenhos coloridos. De repente, ela começou a gritar meu nome. Desesperada, peguei e comi TUDO. Isso mesmo. Comi tudo. Não lembro de ter repetido a mesma coisa em outra ocasião. Foi a última vez. Daquele dia em diante, fui esquecendo o chocolate. Só voltei a lembrar dele quando estava em depressão. E foi como alcoólatra com a primeira gota do álcool. Comi o primeiro e não parei mais.
No caminho que iniciei neste ano, venci de novo a vontade de comer chocolate. Ontem, especialmente, fiquei super-feliz. No domingo, Dani foi ao mercado depois do almoço. Flávia pediu para ela comprar shampoo e desodorante, eu pedi shampoo. Sérgio pediu uma caixa de bombons. Ela trouxe da azul, igualzinha à que cresceu. Mas a de domingo não tinha poderes. Eu a abri à noite, restavam 2 Sonhos de Valsa e mais uns 3 ou 4 bombons. Não senti vontade de comer. Ontem à noite, sozinha em casa, pensei:
- Fiz tudo tão certinho hoje, vou comer bombom.
Só que estava vendo Mr. Bean e fazendo tricô. Simplesmente esqueci do chocolate. Estava me divertindo o suficiente. Mais tarde, lembrei de novo dos inimigos à espreita, decidi comer um, mas me distraí de novo e esqueci.
Esse é o tipo de experiência que considero maravilhosa. Não precisei lutar contra a vontade de comer chocolate. Eu perdi a vontade. Não quis. Tinha coisa melhor a fazer. Essa é a vitória que desejo: não ter vontade de comer o que não é bom para mim e querer os alimentos que me fazem bem. A verdadeira mudança é a mudança na vontade. O comportamento ninguém consegue controlar o tempo todo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

82,5

Como faço todas as manhãs, fui conversar com Cicinha, uma de minhas melhores amigas. Ela foi logo dizendo:
- 82,5.
- Obrigada, Cicinha. Estava com medo de ter problema mais grave.
- Não, hoje foi isso mesmo. Mas acho melhor você ir malhar, ainda mais agora, com o blog.
Minha amizade com Cicinha já dura uns dois anos. Ela fala SEMPRE a verdade. Jamais esquecerei o dia em que ela gritou, sem a menor cerimônia:
- 89,9!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O que você vai fazer a respeito?
Eu sabia, exatamente o que precisava fazer e pedi:
- Cicinha, por favor, não chegue a 90.
Com ar bondoso, ela respondeu:
- Também não quero, mas não sei mentir. Se você pisar em mim e for 90, eu vou gritar 90, não tem jeito.
No mesmo dia eu e Sérgio nos matriculamos na academia. Lá tem uma Ciçona, daquelas de médico, que confirmou o que minha amiga já tinha dito: 89,9. Fico feliz em dizer que consegui reverter o rumo do processo e nunca Cicinha precisou me mostrar o 90.
A maioria das pessoas tem medo das Cicinhas da vida. Eu as considero amigas leais. Quando a gente faz tudo certinho, se alimenta direito e faz exercício, elas sempre nos recompensam com elogios. Mas jamais desperdiçam elogios que não merecemos.
Minha Cicinha é linda. Quadradinha, de vidro transparente. Digital. Se eu quiser ela me conta meu IMC também, mas é número demais para eu me preocupar com eles. Isso eu deixo por conta do WiiFit, que grava tudo e só me informa se subiu ou desceu. Cicinha não tem memória tão boa. Felizmente. Ela nem se lembra do dia dos 89,9. Até hoje, só eu, Cicinha, Sérgio e o instrutor da academia sabíamos desse segredo. Mas eu não me importo de contar. Já joguei fora um saco de arroz e quase metade de outro. Pensa numa pessoa animada.

domingo, 3 de outubro de 2010



Na primeira foto, tirada em novembro de 2005, eu pesava 64kg, meu peso de toda a vida. Na segunda, tirada em agosto de 2009, eu carregava mais cinco sacos de arroz: 89kg!
Separam as duas fotos, além dos 25kg, quatro anos de depressão, desânimo, remédios e compulsão alimentar. No início deste ano, Deus me curou de forma milagrosa. Já consegui eliminar mais de sete dos 25kg que não me pertencem. Voltei a malhar quase todos os dias, como fazia no tempo da primeira foto. nunca mais quis, nem consigo, beber uma lata inteira de Leite Moça. Retomei minha alimentação balanceada e não tomo mais antidepressivos que dificultavam o emagrecimento. 
Ontem, quando criei este blog inspirada pelo filme Julie & Julia, queria registrar alguma jornada pessoal também. Não tinha ideia do que seria o tema e, quando me deitei, lembrei que estou nesse retorno ao meu peso. Pronto, achei o tema. Registrarei aqui meus avanços e retrocessos que, por certo, acontecerão. Vamos ver como tudo vai acontecer.
Nas anotações de todos os dias incluirei detalhes do caminho que me levou à segunda foto. Foi muito doloroso, mas cheio de experiências de crescimento e amadurecimento.
Neste mundo, todas as experiências são enriquecedoras, se soubermos usá-las na perspectiva correta.
Vamos lá, Crau, esta é a largada para sua maratona de sucesso!!!!!!!!!!!!!!!