terça-feira, 30 de novembro de 2010

FOTOGRAFIA FATÍDICA

Ontem eu falei na Débora. Como eu, ela luta para não engordar. Viajamos para a Disney no ano passado, para comemorar o aniversário do papai. Toda nossa família é apaixonada pela Disney. Quem nos ensinou isso foi o papai. Bem, tiramos uma foto. Quando eu vi, pensei:
- Caramba, todo mundo ficou tão bem! Eu estou imensa de gorda.
Débora viu a mesma foto e falou:
- Caramba, eu estou muito gorda! A partir de agora estou de regime!
Eu comentei com ela que não tinha reparado nela. E ela também não tinha me visto. Isso me fez pensar muito. Na verdade, o tema tem sido recorrente, inclusive aqui no blog: a imagem que fazemos de nós mesmos.
Vou dar um exemplo claro. Quando vi a foto abaixo, eu achei que estava muito gorda. Hoje eu não acredito que me achava GORDA!!!!!
Na terapia, temos tratado muito desse assunto. Nosso físico é de um jeito. Ao olhar no espelho, nem sempre vemos o que realmente é. E, na mente, fazemos uma outra imagem. Coisa complicada... Não pretendo discorrer sobre o tema, mesmo porque não tenho conhecimento técnico suficiente para tal. Conto apenas o que acontece comigo.
Preocupada com excesso de peso, vontade de emagrecer, falta de energia para malhar diariamente, compulsão alimentar e outras mazelas mais, preciso, acima de tudo, ser feliz.
Foi difícil, para mim, conseguir aceitar o peso excessivo, encarar a realidade, e começar a agir para mudar o que não está me agradando. O caminho é longo, mas eu sempre acho que o passo mais importante é o primeiro. E esse eu já dei.
Mas, acima de tudo, descobri que a felicidade não está ligada ao peso. Não depende do tamanho da roupa que eu compro. Nunca seremos totalmente felizes neste mundo. Sempre haverá alguma coisa nos incomodando. O excesso de peso é apenas uma das possibilidades. E, para ser bem sincera, preciso admitir que, embora me incomode tanto, de todas as dificuldade que uma pessoa podem enfrentar, essa é das menores.
Tá bom, vou confessar: hoje eu não me acho feia. As gordurinhas estão aqui, mas eu estou bem bonitinha. Não sou linda, mas também não sou feia. Eu me visto bem, cuido do cabelo, das unhas, etc, etc, e fico bem bonita. O segredo é que sou feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MULHERES!

Nós, mulheres, somos engraçadíssimas.
Uma das características que mais me intriga é nossa relação com a cirurgia plástica. Temos medo. Queremos. Somos fascinadas. Nos empolgamos.
Em um grupo de amigas, basta uma dizer:
- Joaninha vai fazer plástica.
Todas começam a falar ao mesmo tempo:
- Onde?
- Lipo?
- Quem é o médico?
- Ai, eu não tenho coragem.
- Tenho coragem, não tenho dinheiro.
- Mas ela vai fazer no rosto? Precisava era na barriga.
- Como você ficou sabendo?
- Quanto vai custar?
- Tem UTI no hospital ou é em clínica?
- Ai, ela é doida!
- Ela devia aproveitar e pôs silicone nos seios.
E por aí vamos nós. Vaidosas, curiosas, animadas, com inveja...
Há dois grupos: quem já fez alguma cirurgia e quem nunca fez.
Eu fui promovida ao primeiro grupo. Promovida porque temos coragem, porque parecemos um pouquinho mais novas, porque nos sentimos o máximo, mesmo não sendo.
Somos, as dos dois grupos, vaidosas mesmo. Queremos ser sempre bonitas. É difícil ver as rugas, as gorduras localizadas. E, sabendo que existe um jeito de resolver o problema, ai, que vontade que dá.
Já comentei em outro post que entendi que a cirurgia plástica pode se tornar um vício. Com os seios no lugar, passei a fixar os olhos no abdômen, que não está à altura dos ditos. E, no rosto... Com as pálpebras no lugar, as bochechas parecem mais caídas. Sei que não caíram, eu é que olhava para as pálpebras, não para elas. E o pescoço... Bem, eu acho que vou mexer nessas coisas, sim. O abdômen eu posso tratar na academia, mas o rosto e o pescoço não dá.
E aí, vai acontecer:
- A Cláudia vai ser operada de novo?
- Vai fazer o quê?
- Ah, mas ela devia...
- Quem é o médico?
etc., etc., etc.
Tudo isso me veio à mente por causa da Débora, irmã da minha cunhada Renata. Uma amiga da Débora é esposa do médico que me operou, e que havia operado a Renata antes. Ele comentou com a esposa que eu tinha estado no consultório dele. Muito ético, não contou o que eu tinha ido fazer. A esposa ligou para Débora. As duas, mortas de curiosidade, foram perguntar para a Renata o que seria. Renata deu as informações, mas não sabia das pálpebras. Assim que soube, transmitiu as novas informações. Foi uma agitação engraçada, uma troca de notícias digna da CNN. Eu tive que rir! É assim que somos.
Acho que uma palavra nos resume: somos DIVERTIDAS!

sábado, 27 de novembro de 2010

OI, AMIGA!!!!!

Apesar de um roxão e de doer, meu joelho vai reagindo bem!
Mas não é isso que me traz aqui hoje. Reencontrei uma amiga e estou radiante!
Nos tornamos amigas há algum tempo, mas conjunturas desta vida nos afastaram uma da outra: minhas medidas aumentaram e ela continuou do mesmo tamanho.
A coitada ficou escondida entre suas semelhantes, em meu armário. Esqueci-me dela por completo. Coitada, desprezo total.
Isso era o que ela pensava. Eu estava doida para poder dar umas voltas com ela. E foi hoje! Coube direitinho. De verdade, não fiquei espremida dentro dela, não.
Só quem já engordou rapidamente e ficou sem roupa que lhe coubesse sabe como é grande a alegria de voltar a caber em uma calça jeans sem stretch que repousou durante dois anos no guarda-roupa.
Eu nunca pensei que chegaria a engordar 25kg, de modo que fui deixando de lado minhas roupas que não serviam mais, certa de que logo voltariam a servir. Quando me dei conta do que tinha acontecido, peguei as prediletas e guardei longe dos olhos. Ficaram poucas nos cabides. O pior foi que chegou o dia em que NADA servia. Aí precisei comprar umas coisas enormes que, felizmente, já abandonei. Quando emagrecer mais uns 5kg, vou pegar as guardadas e fazer uma inspeção, para ver o que fica guardado, o que já pode voltar ao cabide e o que vai ser doado.
Bem, já digitei muito, estou sentindo um pouquinho de dor, então vou parar por aqui. Beijo, Bloguinho. Estou muito feliz, matando saudade da minha amiga.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

82,6 - COMO DESTRUIR UM JOELHO

Estou feliz com o número que a Cicinha me mostrou hoje, já que estou sem fazer exercício nenhum.
Sou muito dengosa. Enquanto tem alguma coisinha me incomodando eu fico quieta no meu canto, não tenho ânimo. Mas vai passar.
Na verdade, hoje eu estava mais animada. Estava, do verbo não estou mais.
Depois do almoço, fui até a sala de visitas. Para os cachorrinhos não ficarem aprontando por lá, pusemos uma cerquinha na passagem do corredor para a sala de jantar. Assim, essa parte da casa fica fora do alcance deles, que controlam todo o restante.
Passei uma perna por cima da cerquinha, mas tropecei nela com o outro pé. Caí com todos os 82,6kg em cima do meu joelho esquerdo. Em seguida, bati o quadril e o cotovelo. Graças a Deus (de verdade, não é só força de expressão) não houve qualquer problema com a cirurgia. Nem ao menos encostei os seios no chão. Mas o meu joelho, Bloguinho, está em petição de miséria. Estou na cama, desde o ocorrido, com gelo o tempo todo. Espero que isso não atrase ainda mais minha volta à academia. Estou com medo de amanhecer com muita dor e precisar ir ao médico para imobilizar.
Ai, ai!!!!! Isso é que eu chamo de avançar rumo à boa forma física: destruir um joelho!
Depois que eu estava no chão, Flá e Dani e a Renata (a empregada) correram para ver o que tinha acontecido, porque eu só falei: "Eu caí"! Primeiro, estava doendo demais, eu só gemia. Depois, a gente começou a pensar como eu ia levantar. Não dava para ajoelhar, o dito doía demais. Elas não podiam me puxar pelos braços por causa da cirurgia. E eu não podia me apoiar nos braços, também por causa da supra-citada. Aí começamos a rir. Levei um tempão para me ligar que podia apoiar no outro joelho. Bem, consegui me colocar na vertical de novo.
Vamos ver amanhã o que vai ser de mim...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

NÃO ME ESQUECI DE VOCÊ!!!!!

Querido Bloguinho,
Por favor, não pense que me esqueci de você, ou que o abandonei!
Não pense, também, que desisti de emagrecer, que parei de pensar nesse assunto. De forma alguma. Meu silêncio se deve ao desconforto para digitar. Agora mesmo, vim aqui para te dizer isso, mas meus bracinhos estão me incomodando. 
Continuo cuidando de mim, apesar de não poder fazer exercícios nesses dias. Estou com medo de engordar um pouquinho, mas, se acontecer, emagreço logo depois. 
Não se preocupe comigo não, viu? Em breve voltarei a dar notícias todos os dias.
Beijos,
Crau.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

FRESCURAS

Amo frescuras com força, com muita força. Uma pessoa me disse, certa vez, que eu nasci para ter muitos luxos. Eu respondi que acredito que todas as pessoas nasceram para ter luxos. Era esse o plano de Deus. Mas o ser humano não sabe viver segundo os planos divinos, então...
Bem, mas vamos às frescuras. Massagens, banhos, cheiros, cremes, gente me paparicando. Ah, tudo isso é maravilhoso.
No dia das mães deste ano, meus filhos me deram de presente um pacote com várias massagens. Uma delas é o ápice a que cheguei nesse campo: primeiro, massagem relaxante com óleo no corpo todo. Depois, um óleo morno fica correndo na testa, e a massagista o puxa para o cabelo, para não ir para o rosto. Com isso, faz uma massagem deliciosa na cabeça e no cabelo. Ah, Bloguinho, acho que é uma sensação semelhante à de chegar ao todo do Everest. Não há nada acima.
Um dos lugares de que mais gosto é o hotel Ouro Minas, em Araxá. O hotel em si é bom, mas as Thermas (assim mesmo, charmosas, com Th) são o que há...
Já fiz vários tratamentos deliciosos lá. O campeão é a massagem com pedras quentes. Só de pensar me dá vontade de ir lá de novo. Eles esfregam a gente com as pedras e vão colocando umas, do tamanho certinho, nas palmas das mãos, nas solas dos pés e, enfim, o máximo dos máximos: uma pedrona quente no bumbum! Nem dá para imaginar o tanto que a gente relaxa com pedrona quente no bumbum. Só experimentando.
Tem o tradicional banho de lama. Da primeira vez, fui meio cabreira. Não aprecio lama, porém, quando em Araxá, faça como os "araxaenses". Banho de lama nela. A lama não é LAMA. É uma coisa preta, meio oleosa, com perfumes. Eles põem a gente numa banheira com esse negócio. Você quase desmaia de tão bom que é. Depois, uma chuveirada e mais não sei quanto tempo em uma banheira com água morna. Depois, descansar numa cama cheia de cobertores. Como assim, descansar? Descansar do melhor descanso do mundo? Mas eles falam assim mesmo: descansar. Bem, descansei.
Tem o banho de leite com pétalas de rosa. O fundo da banheira é cheio de furinhos, e fica saindo um monte de bolhinhas de ar. Ai, ai... E o de aveia, a esfoliação, a aromaterapia...
Não sei quanto tempo eu ficaria naquele lugar, repetindo os tratamentos, antes de me cansar.
Faço assim: a gente chega, Sérgio vai para a recepção fazer o check-in e eu já corro para as Thermas, para marcar minhas frescuras. A maior dificuldade é escolher o que NÃO vou fazer.
Sabe aquele negócio de bem-estar? Araxá precisa entrar no circuito se a gente quiser encontrar esse tal de bem-estar. Ah, para quem não gosta de relaxar, o hotel tem todo tipo de esporte que você quiser, de hipismo a piscina, passando por quadras esportivas de toda qualidade.
Aqui entre nós, só frequentei até hoje a piscina e a pista de caminhada. No resto do tempo, THERMAS pra que te quero!
Ah, e não ganhei um centavo sequer para fazer propaganda.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O PRIMEIRO SPA A GENTE NÃO ESQUECE

Amo viajar com o Sérgio. Digo que ele é meu melhor companheiro de viagem. Talvez por isso, sempre adiei a ida a um spa. Não faz o gênero dele.
Em junho do ano passado, porém, eu estava desesperada vendo o peso subir cada vez mais, sem conseguir tomar uma atitude eficiente para reverter o processo. Decidi, então, passar duas semanas em um spa. Não estava segura da minha decisão. Meu tio Amílcar estava muito doente, internado, e eu não queria ficar todo esse tempo longe de Brasília. Sabia, no fundo, que estávamos vivendo os últimos dias dele entre nós.
Na véspera de minha partida para o spa, fui ao hospital visitar meu tio. Não consegui entender uma palavra sequer do que ele tentou me dizer. Saí de lá chorando, cheguei em casa e falei que só queria dormir para esquecer o que tinha visto. Meu lindo tio, um "gatão", estava magrinho, sofrido, doente...
Meu vôo era às 11:00 e, como moro perto do aeroporto, acordei cedo, arrumei a mala, me aprontei e... perdi o avião. Minhas filhas começaram a rir de mim, Sérgio também:
- É, gente desacostumada a viajar é assim mesmo.
No fundo, eu tinha enrolado para sair de casa. Meu coração não estava no spa.
Fomos ao balcão da companhia. Todos os vôos lotados naquele dia. Enquanto Flávia e Daniela me colocavam em lista de espera, meu telefone tocou. Tio Amílcar fora transferido para a UTI. Empaquei. Não queria ir. Sérgio também empacou. Fazia questão que eu fosse. Além de saber que faria bem para mim, queria me afastar de uma situação que, claro, me faria piorar da depressão. Mas não consegui partir. Combinei com ele: vou adiar uma semana. Eu sentia que meu tio não poderia sobreviver uma semana naquelas condições. Ou melhorava, ou falecia.
Liguei para o spa, alterei a reserva e voltamos para casa. Como eu previa, meu tio partiu naquela semana. Sexta-feira, ele se foi. No sábado, dissemos adeus em um culto emocionante de gratidão por aquela vida linda. No domingo, pequei o avião para o spa.
Eu creio que Deus cuida dos detalhes de nossa vida. Tudo se encaixou naquela semana. E, ao chegar ao spa, eu era a única hóspede. Brinquei que tinha personal tudo. Personal recepcionista, cozinheiro, garçom, trainer, nutricionista, médica, camareira, etc, etc. Nesses dias, eles cuidavam de mim e eu chorava minha perda. Enquanto me alimentava bem, me exercitava pela manhã, fazia hidroginástica ao sol, como gosto, eu sentia o bálsamo correndo pelas minhas emoções também. Cuidar do físico diminuía um pouco a dor pela perda.
Enquanto estava lá, outra irmã do papai, tia Mandinha, faleceu em São Paulo. Mas os profissionais naquele lugar cuidavam de mim o tempo todo. Houve um dia em que não consegui me levantar. Dormi o dia todo. Eles levaram as refeições ao meu quarto, telefonaram várias vezes para perguntar se eu queria alguma coisa, ofereceram companhia. Mas eu precisava apenas dormir. E foi o que fiz.
Levei na mala um terninho que não me servia há algum tempo e falei que meu objetivo era voltar para casa com ele. E alcancei meu objetivo. Na verdade, alcancei o objetivo físico, mas o maior benefício que recebi naquele lugar foi a restauração emocional. E, mais uma vez, certifiquei-me de que físico, emocional e espiritual precisam, necessariamente, caminhar de braços dados.
Ah, mas fiquei sozinha poucos dias. Logo chegaram outras hóspedes, e nos divertimos muito juntas. Foi uma experiência inesquecível... A saudade dos tios não passou. Dói ainda lembrar, principalmente, do tio Amílcar, que morava aqui em Brasília também, e sempre esteve muito presente em minha vida. Mas os dias no spa amenizaram o primeiro choque e me deixaram pronta para voltar mais forte para prosseguir.

domingo, 14 de novembro de 2010

DESFILANDO

Minha mãe teve alta hoje! Finalmente pude me encontrar com ela. Também foi a primeira vez que desfilei minhas pálpebras repaginadas.
Ai, que sucesso! Bem, sei que o público era tendencioso, mas, de toda forma, se tivesse ficado ruim eles não iriam elogiar. Ficariam em silêncio. Mas todos gostaram...
Na verdade, o público não era tendencioso, era aquele público que não precisa mentir para me agradar. Aquele que de vez em quando pega pesado e fala umas coisas que a gente não queria ouvir e que precisava ouvir.
Gostei de exibir minhas pálpebras renovadas. Faz um bem para a auto-estima... Ainda não tirei uma foto legal de frente, mas, assim que tirar, vou colocar aqui o antes e depois. Ah, e já falei para o Sérgio que vamos ter que repetir TODAS as nossas viagens, para retirar TODAS as fotos. Vamos começar em dezembro. Rio de Janeiro, para assistir o jogo entre Guga e Agassi. Começo o desfile interurbano/internacional de um jeito bem especial!!!
Ah, e já comecei a atacar a barriga com uns cremes especiais, enquanto ainda não dá para fazer abdominal mais pesado. Ela que me aguarde. Não faz parte de mim, vai ter que sumir.

sábado, 13 de novembro de 2010

FRAGILIDADE

Não sou uma pessoa de muita energia física. Canso-me com facilidade. Na foto acima, por incrível que pareça, eu estava em Nova York, no Top of the World e, em vez de curtir o passeio, a única coisa que desejava era ir até o hotel e tirar uma boa soneca.
O problema é que o Sérgio é o oposto. Para ele, é impensável "desperdiçar tempo" em uma viagem descansando no hotel. Então eu me arrasto no ritmo dele. O preço que pago, só eu sei. Até certo ponto, consigo aproveitar um pouco, depois, viro robô. Vou empurrada por alguma bateria externa.
Interessante é que meu corpo encontra maneiras de dizer que chega. É comum eu ficar doente, ter febre, dor de garganta, gripe e outras doencinhas nada graves, que surgem do nada e desaparecem depois que consigo o descanso de que necessito.
É ruim confundirem fraqueza, ou falta de energia, com preguiça. Cresci achando que eu era preguiçosa, e só recentemente descobri que existe muita gente como eu, com o nível de energia mais baixo do que o da maioria das outras pessoas. 
Na sociedade moderna, bonito é ser estressado, agitado, cheio de atividades. Não há muito lugar para quem prefere ficar em casa, fazer exercícios em ritmo lento, produzir menos por dia, respeitando seus limites. Há discriminação contra nós.
Mas eu posso dizer que tenho conseguido, aos poucos, impor minha posição, e deixar claro que tenho limites físicos, que pretendo respeitar.
Tudo isso me veio à mente hoje. Pela primeira vez saí, depois da cirurgia, para almoçar. Fui ao médico algumas vezes, mas só daqui para o consultório e de lá para cá. Hoje, contudo, fomos a um restaurante. Esperei em pé um tempão, estava lotado, fomos para outro. Almoçamos devagar, conversando. De repente, senti uma fraqueza imensa. Só queria vir embora. Ainda precisávamos pegar os cachorrinhos no Pet Shop. Cheguei em casa simplesmente exausta. Deitei, dormi por mais de duas horas. Acordei porque o Sérgio precisava fazer meus curativos antes de sair.
Eu me recupero devagar. Estou bem, não sinto dor, mas ainda estou sem forças para retomar minhas atividades normais.
Descobri que estar em forma inclui saber respeitar tais limites. Não pretendo, jamais, ser maratonista. Mas pretendo, sim, desenvolver ao máximo meu potencial, em todas as áreas de minha vida.
E, para isso, conto com sua ajuda, Bloguinho!!!!! Espero que, em breve, consiga voltar a me encontrar com você diariamente, como vínhamos fazendo. Nossos encontros me fortalecem.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SUGESTÃO PARA UMA EMENDA CONSTITUCIONAL

Isso mesmo. Acabou a brincadeira. Já se passaram quase duas semanas da cirurgia, estou super bem, retomo hoje a vida séria.
Não sei qual é o meu peso hoje. Esqueci de pisar na Cicinha de manhã. Vou ver se lembro amanhã.
O caso é o seguinte: meu esquema está furado (ai, ai, ai). Eu sempre vou ao banheiro na hora em que me levanto, troco a roupa. Nesse momento, me peso. Como não tenho trocado a roupa, sempre fico com o pijama mesmo, por causa de abotoar na frente, acabo esquecendo de me pesar. Mas vou me esforçar para trazer o numerozinho sofrido amanhã.
Estou super contente com o resultado das duas cirurgias. A do rosto quase nem dá para ver a cicatriz. A dos seios foi mais complicadinha, e ainda incomoda um pouquinho, mas muito pouco quando comparado ao bem que me fez.
É como se eu andasse com dois saquinhos pendurados no pescoço e, de repente, alguém os colasse no lugar certo. Vamos imaginar de outra forma. Pegue duas sacolas de supermercado. Coloque pouca mercadoria em cada uma, amarre as duas e pendure no pescoço (as sacolas para a frente, claro). De repente, alguém muito caridoso vem, pega as compras e coloca em sacolinhas menores, tira o nó de trás do pescoço e prende no peito. Imagina o alívio! Nada pendurado! Tudo grudado! Coladinho no lugar certo!
Toda mulher deveria ter o direito de fazer isso. Acho que vou sugerir uma emenda constitucional neste sentido.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VI MEUS OLHOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uma notinha rápida para te contar, Bloguinho, que hoje, depois de não sei quanto tempo, vi meus "zoinhos". Continuam castanhos.
Voltei a usar as lentes de contato hoje, de modo que pude me afastar do espelho e ensaiar os mais encantadores sorrisos que vou usar daqui em diante. Posso garantir que vou encantar multidões.
Falando sério, enxerguei muito melhor. Realmente, minhas pálpebras estavam chegando aos joelhos. Que tragédia! E eu não percebia.
Uma das tristezas da depressão é nos cegar para a percepção de nós mesmos. Ou, pelo menos, não permitir que enxerguemos as soluções para problemas simples. Ainda bem que a "mardita" se foi.
Há alguns anos, uma revista descreveu os olhos de uma famosa (não lembro qual) como "castanhos mel escuros". Ou seja, esse castanho que todo mundo tem. Mas para a famosa eles precisavam inventar uma expressão poética.
Pois, de agora em diante, declaro e determino que meus olhos passam a ser castanhos mel escuros. Olha eles aí, se esbaladando com pão, queijo e vinho no Chateau de Chenonceau:

sábado, 6 de novembro de 2010

PUXA, ESTICA, ALISA, DIMINUI, AUMENTA

Na última semana, esclareci uma dúvida que me acompanhava há muito tempo: por que muitas pessoas que começam a alterar sua aparência através de cirurgias aparentemente não conseguem mais parar?
Não digo que aconteça com todo mundo, mas é um fato bem comum. O exemplo máximo, claro, é Michael Jackson. Por que ele não parou de alterar o rosto nos anos 80, quando era um belo rapaz? Evidente que o nariz dele ficou bem melhor depois de um certo "trato", assim como o cabelo. Mas o cara não se controlou e virou um verdadeiro ET.
Mas eu entendi o que acontece. Eu tinha duas áreas de meu corpo que me incomodavam muito. Sempre que me aproximava do espelho, as ditas regiões agiam como verdadeiros ímãs, atraindo minha atenção. Depois de tomada a decisão de operar, ficava imaginando qual seria o resultado, que milagres o bisturi realizaria. De toda forma, 90% de meus pensamentos frente ao espelho eram dedicados aos "problemas" e às soluções que se aproximavam.
Hoje, uma semana depois da cirurgia, seria de esperar que eu me olhasse no espelho e ficasse admirando o que foi consertado. Aliás, quero registrar o excelente trabalho que o dr. Humberto realizou. Estou satisfeitíssima com o que ele fez, e olha que ainda estou inchada e com regiões bem roxas. Admiro, sim, mas uma coisa interessante acontece: brotaram, em uma única semana, outros problemas bem sérios no meu corpo. Surgiram do nada... A barriga cresceu de repente e minhas bochechas caíram. Acho que o médico fez isso durante a cirurgia, enquanto eu estava anestesiada. 
Triste essa fixação no que não está do jeito que a gente quer. Não tenho problemas sérios de auto-estima, e sei que não vou começar a me operar todo dia para virar a Vera Fischer de 20 anos atrás. Mas entendo, agora, um pouco mais, o que leva tantas pessoas a dependerem emocionalmente de um cirurgião plástico... Ah, e pode esperar, Bloguinho, daqui a uns dias, quando meus olhos não estiverem mais amarelos e inchados, vou postar fotos de antes e depois. Quanto aos seios, você terá que esperar o dia em que a Playboy publicar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ZERADA!

Ainda incapacitada de digitar muito, recorro a um post que havia preparado antes. Estou com saudade...
Escrevi no dia 29/10, mas publico hoje:
Coisa boa é salão de beleza! A gente entra cabisbaixa, desarrumada, mal ajambrada, e sai poderosíssima! Não sei se a mudança física é tão grande, mas a emocional é tanta que se manifesta em nossa postura.
Recentemente, conheci um rapaz brasileiro, casado, com uma filha pequena, que morava em Las Vegas. Estava contando nos dedos os dias para voltar ao Brasil. Não gostou do "American way of life", no que tem meu total apoio. Passamos um dia juntos, ele era guia de turismo e acompanhou nosso grupo até o Grand Canyon. Houve bastante tempo para conversar e um dos motivos que ele apresentou para voltar ao Brasil foi bem interessante:
- Minha esposa não quer ficar aqui de jeito nenhum (e aí apresentou uma série de motivos. Entre eles:) - pensa bem, no Brasil ela entra em um salão, faz mão, pé, depila, pinta e corta o cabelo, sai de lá zerada! E não deixa lá uma fortuna. Aqui, precisa ver a porcaria que fazem nos pés dela. Nem ao menos tiram cutícula. Ela está doida para ir ao salão de verdade.
Rimos muito do cara, mas eu imaginei se estivesse na situação dela. Também ficaria doida para entrar em um salão e sair zerada! Hoje mesmo fiz isso. Que delícia! Não foi só o mão e pé de toda semana, que, para a moça de Las Vegas, já seria um luxo imenso, mas fiz uma porção de coisas: escova de veludo, sobrancelha, etc, etc. Faz um bem pra auto-estima,,, Além de deixar o cabelo bem bonito, pode ter certeza.
Parece até que a gente emagrece um pouco.