quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA

Olhei. Pensei. Peguei, larguei de novo. Dei uma volta para ver se esquecia. Sem sucesso. A boca encheu de água. Confesso que sucumbi. Como os dependentes de outras drogas, agarrei duas. Consumi uma inteirinha no domingo, a outra na terça-feira.
Não, não foram garrafas de uísque, foram barras de chocolate.
Comparo minha relação com o doce (na verdade, o chocolate é dos que menos me atrai) à dos alcoólatras com o álcool. Não posso dar a primeira mordida, assim como eles não podem dar o primeiro gole. Não sei comer uma colher de sobremesa de doce de leite. Tem que ser uma vasilha cheia. Não como um quadradinho do chocolate, lá se vai a barra inteira.
Passei por uma desintoxicação há anos, quando entrei para o Vigilantes do Peso. Venci. Fiquei muito tempo sem comer doce. Chocolate, aliás, até hoje não me atrai muito. O de domingo era especial: daquele Lindt vermelhinho, com um recheio mole. Mas minha paixão são os doces cremosos, musses, tudo feito com Leite Moça, mas sem biscoito (não gosto de pavê com biscoito, não), doces de frutas, sobremesas bem elaboradas.
Nessa época do Vigilantes do Peso, fui deixando de comer açúcar aos poucos. Cada dia era um dia. "Só por hoje", como no AA. Pronto. O açúcar saiu de minha vida. Nem sentia vontade.
Mas, aí, veio a depressão. Com ela, parei de comer. Ficava o dia inteiro sem pôr nada na boca, não sentia vontade. A médica, preocupada, me disse que era para comer o que tivesse vontade. Ah, isso foi o estouro da boiada! Eu só tinha vontade de comer doce. E lá se foi pelo ralo o treinamento de muitos anos.
Aos poucos, o apetite foi voltando, e eu não tinha forças para resistir ao doce. Tomava uma lata de leite condensado de uma sentada só. Meio vidro de doce de leite. Via os números na balança cada vez maiores, as roupas cada vez mais apertadas, a figura no espelho cada vez mais ampla e eu cada vez mais angustiada com tudo isso, e sem a menor força para nadar contra a maré. Foi difícil, foi muito duro.
Descobri uma coisa: no mercado, 90% dos produtos para dieta são doces. Isso é péssimo, porque é impossível replicar o sabor do verdadeiro açúcar. Aqueles produtos apenas aguçam ainda mais a vontade de comer sobremesa de verdade. Não adiantam nada. Não acabam com o anseio por um bom cheese cake.
É igual ao tratamento de qualquer outro vício: tomar a decisão de não comer, e encontrar, em algum lugar, forças para vencer cada dia. De vez em quando, um Lindt vermelhinho aparece na prateleira e atrai a gente como a sereia com o pescador. Ah, mas ele não tem o poder de me levar para o fundo do mar e me fazer afogar, não. Comi duas barras, mas já voltei à sobriedade. Só por hoje.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

OVERWEIGHT!!!! QUE M...ARAVILHA!!!!!!!

Tudo é uma questão de perspectiva. Ontem à tarde, pensei isso com relação a meu peso e, à noite, tive a confirmação de que estava certa.
À tarde, pensei que estava feliz por chegar aos 80kg. E me lembrei do tempo em que 66 já me colocavam em estado de alerta máximo. Subindo dos 64, 66 eram demais. Vindo, porém, de quase 90, chegar aos 80 é uma vitória a ser comemorada.
À noite, liguei meu Wii. Comprei o jogo em julho, mais uma das ferramentas para perder peso. O Wii Fit é uma pequena plataforma, na qual eu subo, segurando o controle remoto. Essa plataforma me pesa e mostra o índice de gordura. Depois, apresenta os exercícios que devo fazer, me dá nota por eles e me diz quantas calorias gastei. Além disso, mostra a tabela com as variações no peso.
Quando eu ligo o aparelho e subo na plataforma, uma vozinha de criança diz:
- Measuring, measuring, measuring...
Depois, mostra os números e, no primeiro dia, falou:
- Obese!
Depois, foi dizendo, todos os dias:
- Less obese! Less obese!
Mas ainda era obese!
Ontem, pela primeira vez, a menininha falou:
-OVERWEIGHT!
Quase não acreditei. Depois de tanto tempo, fui promovida a overweight! Que alegria!
É, tudo é uma questão de perspectiva.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

REMÉDIOS INFALÍVEIS PARA EMAGRECER

Ontem meu primo Arturo (Tuto) postou no Facebook que descobriu ter hipotireoidismo, o mesmo problema do Ronaldo Fenômeno. Por isso não consegue perder quilos extras. Outro primo, o Fernando (Desculpe, mas esqueci seu apelido.), prescreveu logo remédios infalíveis para resolver a situação: Fechabocol, Cancelobeberol, Dispensoguloseimol e Futebol. O último remédio da lista não é muito do meu gosto, então perguntei se poderia substituir por Academiol. Muito solícito, Fernando respondeu imediatamente que posso, sim, mas que, como sou do "tipo fêmeo", preciso acrescentar um comprimido diário de Esqueceoleitemoçol. Caí na gargalhada imediatamente, claro.
A verdade é que meu primo, na brincadeira, apresentou a receita infalível, que todo mundo sabe que funciona. E ainda tocou num ponto que me intriga: o fascínio que o doce exerce sobre nós, do "tipo fêmeo".
Por que, nos restaurantes, a gente vai logo para a parte de sobremesas do cardápio? Depois de analisar as opções dali, pedimos o salgado de forma a "sobrar lugar" para o doce. Será que existe alguma explicação médica para isso?
Outro dia, em um shopping em Natal, depois de almoçar, compramos umas "pequenas" fatias de torta em uma doceria maravilhosa chamada Pé-de-moleque. Enquanto comíamos, comentei com o Sérgio que 90% das pessoas que se acotovelavam no balcão eram mulheres.
Eu consegui uma grande vitória sobre os doces. Hoje, sou extremamente seletiva. A torta supracitada valia cada caloria. Mas eu não como doce só por comer. Tem que ser um doce especial. Não como sobremesa todos os dias. Mas foi difícil. E, até hoje, de vez em quando tomo um comprimido de Esqueceoleitemoçol.
Bem, tenho tomado os remédios prescritos pelo Fernando, mas com falhas no Academiol. Ainda assim, continuo emagrecendo. Ai, que bom!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

REENCONTRO

Há cerca de dois anos, tive um dia de fúria. Meu armário estava repleto de roupas que não me serviam, e decidi vetar todas elas. Não tive coragem de me desfazer de tudo, minha fúria não foi tão longe, mas guardei bem, no maleiro do closet. Lá elas estão, à minha espera.
Mas havia uma calça branca, muito querida. Não sei por que eu gosto tanto dessa calça. Não tem nada de especial, mas eu não consegui defenestrar a coitada. Deixei pendurada com as poucas que serviam, esperando que um dia pudesse voltar a vesti-la. E isso aconteceu hoje!!!!!!!!!!!!!!!!! Fiquei super-hiper feliz.
Foi um início auspicioso para minha primeira semana completa de volta à vida normal, depois de quase dois meses de férias.
Começou bem. E vai melhorar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DE VOLTA PRO MEU ACONCHEGO


Olha aí eu e meu amigo Mate. Ele me escolheu para ser melhor amiga. E mostra para você, Bloguinho, que eu já emagreci bastante!
Cheguei de volta em casa hoje. Viajei no dia 3 de janeiro para Orlando, voltei dia 17 e, no dia seguinte, fui para Natal. Complicado controlar alimentação e exercícios com tanta viagem.
Mas consegui, até certo ponto. Em Orlando, não preciso me preocupar com exercícios. A gente anda praticamente o dia todo. Basta apertar o passo um pouco e, pronto, exercício feito. Já em Natal... Tomei a decisão de relaxar. Mesmo assim, me exercitava todos os dias na piscina do hotel.
A alimentação foi mais complicada em Natal. Muita coisa calórica. Mas me saí bem. Voltei do mesmo tamanho que fui.
Não sei, Bloguinho, se você lembra que no ano passado prometi que ia começar te contar as frutas que comeria, depois que passasse toda a confusão de cirurgia, festas de fim de ano e férias. Pois é, eu não esqueci, e começo amanhã a tratar disso. Preciso da sua ajuda. Será que vou conseguir aprender a comer frutas todos os dias?